Dia do Rock – Guitar Hero: história da franquia que redefiniu os jogos de ritmo

Dia do Rock – Guitar Hero: história da franquia que redefiniu os jogos de ritmo

Hoje (13/07) é o Dia do Rock. Por isso, relembre a trajetória de uma das franquias mais populares da geração do Playstation 2. Guitar Hero encantou o público por praticamente uma década. Em 2005, deu uma nova cara para o gênero de jogos de ritmo  mesmo não sendo uma ideia original.

Guitar Hero (2005)

Guitar Hero para PS2
Imagem: Reprodução / Activision

Guitar Hero foi lançado em 2005 para o Playstation 2, desenvolvido pela Harmonix e publicado pela RedOctane. Ambas visivelmente se inspiraram em GuitarFreaks, da Konami, mas foi o Guitar Hero no PS2 que popularizou esse tipo de jogo de ritmo, inclusive trazendo um controle especial em forma de guitarra (inspirado na Gibson SG).

Guitar Hero foi um sucesso de crítica, muito elogiado pela sua criatividade (incluindo seu “controle guitarra”) e pela sua trilha sonora, composta com 47 músicas jogáveis de sucessos dos anos 60 até os anos 2000. Além disso, o sucesso do jogo também refletiu em suas vendas, com 1,5 milhão de cópias vendidas.

Guitar Hero II (2006)

Guitar Hero 2 para PS2
Imagem: Reprodução / Activision

Guitar Hero II foi lançado no ano seguinte, dessa vez para Playstation 2 e Xbox 360. No console da Microsoft, o game também trouxe um “controle guitarra”, dessa vez inspirado na Gibson X-Plorer, enquanto trazia 64 músicas (74 no Xbox), além de 24 músicas adicionais para baixar online. O jogo apresentou novos modos e mudanças na jogabilidade, mas sem perder em nada a essência do original, garantindo seu sucesso e arrecadando US$200 milhões em vendas.

Guitar Hero Encore: Rocks the 80s (2007)

Guitar Hero Encore: Rocks the 80s
Imagem: Reprodução / Activision

O primeiro spin-off de Guitar Hero foi lançado em 2007 para o PS2. O jogo trouxe 30 músicas dos anos 80 e toda uma temática de Glam Metal, mas não teve uma recepção tão boa quanto os jogos anteriores. Além disso, houve um processo contra a empresa por causa da música “What I Like About You”, da banda The Romantics, alegando que o cover do game estava indistinguível da versão original.

Guitar Hero III: Legends of Rock (2007)

Guitar Hero 3
Imagem: Reprodução / Activision

Guitar Hero III, também de 2007, foi o primeiro Guitar Hero para PC e Playstation 3. Este também foi o primeiro da franquia desenvolvido pela Neversoft (conhecida pela série Tony Hawk’s Pro Skater) e publicado pela Activision. Tal mudança trouxe diferenças notáveis, como um aumento expressivo na dificuldade e um modo carreira coop. Além disso, foi nesse jogo que estreou a música “Through the Fire and Flames”, da banda DragonForce, uma das mais difíceis de ser tocada em toda a franquia.

Guitar Hero: On Tour (2008)

Guitar Hero para DS
Imagem: Reprodução / Activision

Esta é a série de jogos do Guitar Hero para Nintendo DS, que contou com três títulos lançados entre 2008 e 2009: On Tour, Decades e Modern Hits. Todas essas versões eram compatíveis com o Guitar Grip, um controle dedicado para o DS, enquanto sua jogabilidade contava com quatro botões em vez de cinco. Apesar dessas diferenças, os jogos tiveram uma recepção positiva, tanto que sua versão coletânea foi um dos dezenove games mais vendidos do DS nos EUA, atingindo 1,1 milhão de cópias vendidas.

Guitar Hero: Aerosmith (2008)

Guitar Hero Aerosmith
Imagem: Reprodução / Activision

Guitar Hero: Aerosmith foi um spin-off de Guitar Hero focado na carreira da clássica banda de rock, e muitas vezes considerado uma “expansão” de Guitar Hero III por estender os recursos do terceiro jogo. Entretanto, essa versão é muito mais fácil que a anterior e que os demais títulos da série, sendo um dos principais motivos de crítica. Apesar disso, Guitar Hero Aerosmith vendeu mais de 567 mil cópias logo em sua primeira semana, e arrecadou mais de US$50 milhões em seus três primeiros meses de lançamento.

Guitar Hero World Tour (2008)

Guitar Hero 4
Imagem: Reprodução / Activision

Considerado como o Guitar Hero 4, foi lançado em 2008 e foi o primeiro a permitir os controles de bateria e microfone. Dessa forma, o jogo permitia até quatro jogadores simultaneamente, diferente dos Guitar Hero anteriores, e possibilitava criar e compartilhar músicas customizadas online. Tais mudanças foram bem recebidas pelo público e pela crítica, enquanto o jogo vendeu cerca de 3,4 milhões de cópias na América do Norte apenas em 2008.

Guitar Hero: Metallica (2008)

Guitar Hero Metallica
Imagem: Reprodução / Activision

Guitar Hero: Metallica foi lançado em 2008, dessa vez focado na carreira do Metallica, e contou com os mesmos avanços vistos em Guitar Hero World Tour. O jogo contou com 28 músicas da banda, enquanto as outras 21 músicas foram selecionadas pelos seus membros, que também participaram da captura de movimento para seus personagens. Tudo isso fez com que críticos e público vissem o jogo como uma grande homenagem ao Metallica, e o melhor trabalho da desenvolvedora até a época.

Guitar Hero Smash Hits (2009)

Guitar Hero Smash Hits
Imagem: Reprodução / Activision

Guitar Hero Smash Hits traz 48 músicas de títulos anteriores — Guitar Hero, Guitar Hero II, Guitar Hero Encore: Rocks the 80s, Guitar Hero III: Legends of Rock, e Guitar Hero: Aerosmith — mas com suporte também para os controles de bateria e microfone. Entretanto, o jogo recebeu avaliações moderadas, especialmente pela saturação dos jogos de ritmo da série e similares, sendo o quinto Guitar Hero lançado em 2009.

Guitar Hero 5 (2009)

Guitar Hero 5
Imagem: Reprodução / Activision

Guitar Hero 5, também de 2009, trouxe muitas inovações para o jogo. Dentre as novidades, se destacava a possibilidade de jogar com qualquer configuração de banda (mesmo quatro instrumentos iguais), multiplayer drop-in/drop-out e o Rockfest – um modo competitivo com vários submodos para desbloquear skins, avatares e outros extras do jogo. As suas mudanças foram bem recebidas e, mesmo com a polêmica da inclusão de Kurt Cobain, fizeram com que o jogo vendesse quase 1 milhão de cópias nos três primeiros meses.

Band Hero (2009)

Band Hero
Imagem: Reprodução / Activision

Band Hero foi o segundo spin-off da série, sendo bem similar ao Guitar Hero 5 na maioria de seus aspectos. A grande diferença é que o jogo trazia músicas muito mais pop, inclusive de artistas como Taylor Swift, e grupos como Jackson 5 e Village People. Além disso, uma continuação era planejada, mas não aconteceu devido ao declínio das vendas de jogos musicais.

Guitar Hero: Van Halen (2009)

Guitar Hero Van Halen
Imagem: Reprodução / Activision

Guitar Hero: Van Halen, também de 2009, foi o terceiro jogo a focar na trajetória de uma banda, e com uma jogabilidade bem similar à de Guitar Hero 5. Dessa vez, o jogo trazia 28 músicas do Van Halen e 19 escolhidas pelos membros da banda. Mesmo com esse apreço, o jogo foi considerado inferior a Guitar Hero: Metallica, especialmente por trazer menos músicas e não trazer todos os recursos introduzidos em Guitar Hero 5.

Guitar Hero: Warriors of Rock (2010)

Guitar Hero 6
Imagem: Reprodução / Activision

Guitar Hero: Warriors of Rock foi o sexto jogo da série principal e o último desenvolvido pela Neversoft e distribuído pela Activision. Lançado em 2010, o game trazia os principais elementos de Guitar Hero 5, mas trazendo um novo modo história. Nele, era possível recrutar personagens com habilidades especiais distintas, modificando as mecânicas do jogo, visando derrotar um antagonista conhecido como “The Beast”.

As suas mudanças geraram uma recepção mista, falhando em trazer a experiência positiva dos jogos anteriores e contendo um repertório desinteressante, aparentemente saturado devido aos títulos passados. Seus aspectos negativos também refletiram em suas vendas — cerca de 63% abaixo dos anteriores, mesmo combinado com as vendas de DJ Hero 2 — e fazendo com que a Activision encerrasse o projeto em 2011.

Guitar Hero Live (2015)

Guitar Hero Live, desenvolvido pela FreeStyleGames, foi lançado em 2015 e visava trazer Guitar Hero para o PS4 e Xbox One com mudanças significativas, inclusive em seu controle. A guitarra foi redesenhada, agora com 6 botões e um layout 2×3, representando uma escala do instrumento original. Além disso, os personagens cartunescos também foram substituídos por sequências live action, ressaltando o ponto de vista do guitarrista.

Havia também o modo GHTV (Guitar Hero TV), onde havia uma seleção de canais temáticos com clipes em uma programação rotativa. Cada música também possuía uma pontuação compartilhada entre os jogadores, e novas músicas eram adquiridas através de microtransações. Além disso, músicas estreantes entravam como “Premium Shows” por algumas semanas, depois eram movidas para o catálogo comum.

Guitar Hero Live teve uma boa recepção, mas o aspecto “ao vivo” não agradou. Além disso, as microtransações do GHTV não foram bem recebidas, mesmo com a concessão de moedas dentro do jogo como recompensa. Apesar das críticas, o jogo superou as vendas dos dois Guitar Hero anteriores, mas ainda foi bem abaixo do esperado. Devido a isso, cerca de 50 pessoas foram demitidas da FreeStyleGames, e o serviço do GHTV foi encerrado no final de 2018.

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