Um drone solar caseiro acaba de redefinir o que é possível em termos de autonomia. Desenvolvido por Luke Bell, o modelo voou por 5 horas, 2 minutos e 21 segundos. O feito estabelece um novo recorde não oficial entre drones elétricos, segundo informações do portal New Atlas.
O projeto chama atenção não apenas pela duração, mas pela proposta: reduzir drasticamente a dependência de baterias. Em um setor em que o tempo de voo costuma ser limitado, a ideia de operar praticamente apenas com luz solar abre caminho para aplicações mais longas e eficientes em diferentes cenários.
Como funciona o drone movido a luz solar
Diferente de drones convencionais, o modelo utiliza um conjunto de 28 painéis solares conectados em série. Juntos, eles geram cerca de 110 watts de potência sob boas condições de iluminação, energia suficiente para manter o voo sem necessidade constante de recarga.

A primeira versão era ainda mais ousada, operando sem baterias ou capacitores, dependendo exclusivamente da energia captada em tempo real. Apesar de inovadora, essa abordagem mostrou limitações práticas e resultou em um voo de apenas três minutos, interrompido por instabilidade causada pelo vento.
Na versão atual, os engenheiros ajustaram o design para melhorar a eficiência energética. A estrutura foi otimizada para reduzir peso e inércia, enquanto componentes mais leves ajudaram a diminuir o consumo.
Evolução do design e ganhos de eficiência
Entre as melhorias implementadas, destaca-se a redução de cerca de 70 gramas no peso total do drone. Pode parecer pouco, mas essa diferença impacta diretamente o consumo de energia, economizando aproximadamente 4 watts durante o voo.

Além disso, o uso de materiais como TPU, um polímero flexível e resistente, ajudou a fixar melhor os painéis solares na estrutura. Isso aumentou a confiabilidade do sistema, especialmente em condições externas, em que vibração e vento podem comprometer o desempenho.
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O design em formato X com braços de fibra de carbono também contribui para a estabilidade e eficiência aerodinâmica. Hélices maiores, com cerca de 46 centímetros, completam o conjunto, garantindo melhor sustentação com menor gasto energético.
Aplicações práticas e futuro da tecnologia
A autonomia estendida pode transformar o uso de drones em setores como agricultura, mineração e monitoramento ambiental. Com menos dependência de baterias, esses equipamentos podem cobrir grandes distâncias e operar por períodos muito mais longos.
Entre os principais benefícios dessa tecnologia, destacam-se:
- Maior tempo de voo sem necessidade de recarga;
- Redução de custos operacionais;
- Menor impacto ambiental;
- Possibilidade de uso em áreas remotas;
- Expansão de aplicações comerciais e industriais.
A expectativa dos desenvolvedores é que futuras versões consigam voar por até 12 horas em um único dia. Se isso se confirmar, drones solares podem deixar de ser apenas experimentos e se tornar ferramentas viáveis para operações contínuas em larga escala.
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