Com transmissão ao vivo em todas as plataformas do Olhar Digital, acontece nesta quarta-feira (12) um eclipse solar total histórico. Trata-se do primeiro evento do tipo a cruzar a Espanha continental desde 1905 e a passar pelo continente europeu em mais de duas décadas.
Mais de 15 milhões de pessoas estavam na faixa de totalidade, enquanto cerca de 980 milhões puderam observar o fenômeno de forma parcial.

Comandada por Bruno Capozzi, editor-executivo do site, e pelo astrônomo Marcelo Zurita, a live teve início às 13h40 (horário de Brasília). As primeiras imagens do eclipse, de forma parcial, surgiram às 14h10, a partir de Stavanger, na Noruega.
Primeiro eclipse na Espanha em mais de 100 anos
Durante o fenômeno, o Sol pôde ser visto totalmente encoberto no Ártico, na Groenlândia, na Islândia, no norte da Espanha e em uma pequena parte de Portugal. Já a fase parcial foi observável em todo o restante da Europa, no norte da África e no leste da América do Norte.
Incredible scenes in Iceland as millions worldwide prepare to view the total solar eclipse. pic.twitter.com/H1R5ui4MPm
— Pacific Wire (@JMChyno) August 12, 2026

O evento começou às 12h34 (pelo horário de Brasília), em um ponto remoto do Oceano Ártico, ao norte da Sibéria, onde a penumbra da Lua toca a Terra pela primeira vez, dando início à fase parcial do eclipse. O espetáculo chega ao fim pouco mais de quatro horas e 20 minutos depois, às 16h55, em uma área do Mar Mediterrâneo, a oeste da Itália.
A #solareclipse is always a freaky thing to witness. Glad to be in Reykjavik today. #eclipse2026 #reykjavik #iceland #eclipse pic.twitter.com/53ARivCdvF
— LeventMagic (@LeventMagic) August 12, 2026
O momento mais impressionante ocorreu perto da costa oeste da Islândia, onde a totalidade durou em torno de dois minutos e 18 segundos. Na Espanha, que não registrava um eclipse solar total em seu território continental há mais de 120 anos, a escuridão completa foi mais rápida, com duração próxima de um minuto.

O que são eclipses
Eclipses são eventos astronômicos caracterizados pelo escurecimento total ou parcial de um astro por meio da interposição de outro corpo celeste frente à fonte de luz. Em 2026, já tivemos um lunar total – a “Lua de Sangue” – e um solar anular – que formou um “Anel de Fogo” no céu da Antártida (relembre aqui).
E, depois do evento desta quarta-feira, um eclipse lunar parcial na noite entre 27 e 28 (que poderá ser visto no Brasil inteiro) encerra a temporada de eclipses do ano.

A principal diferença entre esses dois fenômenos está na posição dos três astros. No eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua, fazendo com que sua sombra escureça o satélite. Já no eclipse solar, é a Lua que se coloca entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra sobre uma região do planeta e ocultando total ou parcialmente o Sol.
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