Duas empresas privadas anunciaram uma parceria para desenvolver um serviço contínuo de retirada de lixo espacial na órbita terrestre baixa. A iniciativa busca transformar uma atividade ainda experimental em uma operação comercial regular, capaz de lidar com o crescente volume de detritos ao redor do planeta.
A Portal Space Systems, dos EUA, e a australiana Paladin Space pretendem lançar o serviço comercial de remoção de detritos (DRAAS, na sigla em inglês). A proposta é realizar missões capazes de capturar vários objetos em uma única operação, reduzindo custos e aumentando a eficiência.
Em resumo:
- Duas empresas criam serviço para limpar lixo espacial na órbita;
- Projeto quer tornar limpeza regular, reduzindo riscos de colisões;
- Nave capturará vários detritos pequenos em uma única missão;
- Há milhões de fragmentos que podem danificar satélites ativos;
- O primeiro lançamento será no fim deste ano, com serviço começando em 2027.

Milhões de fragmentos de lixo espacial orbitam a Terra
O sistema será baseado na espaçonave Starburst, desenvolvida pela Portal, que pode se movimentar e ser reabastecida no espaço. Ela será equipada com o Triton, tecnologia da Paladin voltada para identificar, classificar e capturar pequenos detritos, especialmente aqueles com menos de um metro e que giram em alta velocidade.
Estudos indicam que existem cerca de 130 milhões de fragmentos de lixo espacial orbitando a Terra. Esse material inclui desde pedaços gerados por colisões até partes de foguetes e satélites desativados. O acúmulo preocupa especialistas, já que aumenta o risco de impactos que podem danificar equipamentos em operação.
Nos últimos anos, algumas empresas já demonstraram que é possível capturar detritos no espaço. No entanto, essas ações ainda são limitadas e, em muitos casos, pontuais. A nova proposta busca ampliar essa capacidade, tornando o processo mais frequente e economicamente viável.

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Missão será lançada pela SpaceX
Segundo os responsáveis pelo projeto, a ideia é sair da fase de testes e oferecer um serviço operacional. Eles destacam que satélites são essenciais para atividades como comunicação, navegação e previsão do tempo, o que torna urgente a necessidade de manter a órbita segura.
A iniciativa já atraiu interesse do setor. A Starlab Space assinou uma carta de intenções para utilizar o serviço em futuras operações. Isso indica uma possível demanda crescente por soluções desse tipo.
O primeiro passo será o lançamento da missão Starburst-1, previsto para o fim de 2026, em um voo compartilhado da SpaceX. Se tudo ocorrer como planejado, o serviço comercial poderá começar em 2027, marcando um novo momento na limpeza da órbita terrestre.
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