O Google lançou o Gemini 3.7 Flash, novo modelo de inteligência artificial voltado à programação e à automação de tarefas empresariais. A ferramenta foi desenvolvida para planejar ações, usar softwares e concluir processos em várias etapas com menor intervenção humana.
O lançamento ocorre três semanas depois do Gemini 3.6 Flash e chega com preço promocional. O Google, porém, ainda não revelou quando pretende disponibilizar o Gemini 3.5 Pro, modelo premium que vem sendo aguardado pelo mercado.

Novo Gemini mira tarefas de programação
Segundo a Reuters, o Gemini 3.7 Flash apresentou melhorias em tarefas como depuração, resolução de problemas e geração de código pronto para produção.
O modelo é direcionado principalmente a empresas que desenvolvem sistemas autônomos de IA. A proposta é que esses sistemas consigam organizar tarefas, acessar ferramentas de software e avançar por diferentes etapas sem depender de acompanhamento humano constante.
O preço também foi reduzido para estimular a adoção. Até o fim do ano, o Google cobrará US$ 0,75 (cerca de R$ 3,90) por milhão de tokens de entrada e US$ 3,75 (aproximadamente R$ 20) por milhão de tokens de saída — metade do valor original do Gemini 3.6 Flash.
Gemini Spark recebe o modelo
A novidade já está sendo incorporada ao Gemini Spark, serviço de agentes de IA por assinatura do Google. O recurso chega aos clientes dos planos Google AI Pro e Ultra em mais de 160 países.
Na prática, os principais destaques do Gemini 3.7 Flash são:
- melhoria em tarefas de programação;
- recursos aprimorados para depuração;
- resolução de problemas de código;
- geração de código pronto para produção;
- execução de processos em várias etapas.

Google ainda segura o Gemini 3.5 Pro
O novo lançamento acontece em meio à cobrança para que o Google acompanhe empresas como Anthropic e OpenAI no desenvolvimento de inteligência artificial.
Em julho, a companhia afirmou que o Gemini 3.5 Pro estava sendo testado por parceiros e chegaria “em breve”. Até agora, não há uma data divulgada para sua estreia.
A Reuters também informou que Sergey Brin, cofundador do Google, tem pressionado funcionários importantes da área de IA a concentrar esforços no Gemini. A Alphabet busca diminuir a distância para os concorrentes.
DeepMind passa por mudanças
A divisão Google DeepMind também sofreu uma reorganização recente. Demis Hassabis deixou o comando da unidade, que passou para Koray Kavukcuoglu, seu então vice. Os dois co-líderes técnicos originais do Gemini também saíram da empresa para fundar uma startup.
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Durante a divulgação dos resultados de julho, o CEO Sundar Pichai defendeu a estratégia de inteligência artificial do Google. Ele rebateu as preocupações de que a companhia estivesse atrás dos rivais depois de adiar o modelo principal e perder espaço na programação com IA.
O Gemini 3.7 Flash entra nessa disputa como uma opção voltada a empresas que precisam automatizar programação e processos. O próximo teste para o Google será a chegada do Gemini 3.5 Pro.
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