O Google Cloud apresentou o “Gemini agent”, uma nova solução de inteligência artificial para o mercado corporativo. Descrito pela empresa como um agente único e universal para o trabalho, o sistema foi criado para executar tarefas de conhecimento, criar mídia e escrever e executar código.
A novidade estará integrada ao Gemini Enterprise, ao Google Workspace e a serviços de terceiros. A proposta é mudar a forma de interação com a IA: o usuário define o objetivo e deixa que o sistema determine as etapas necessárias para realizar a tarefa.

Automação inteligente e trabalho em equipe
No dia a dia, o Gemini agent consegue identificar atividades que podem ser delegadas. Se um gestor enviar um e-mail pedindo a atualização mais recente de um projeto em uma apresentação de slides, por exemplo, o Workspace Intelligence reconhece a solicitação e oferece a opção de repassá-la ao Gemini com um único clique.
A ferramenta também pode organizar reuniões sem que o usuário precise fornecer nomes ou endereços de e-mail. A partir do espaço de conversa e do histórico de um evento anterior, o sistema identifica quem deve participar, consulta os calendários e inicia uma troca de mensagens para encontrar um horário adequado, inclusive com participantes externos.
Essa atuação não se limita a tarefas individuais. O Gemini agent também pode trabalhar em nome de um grupo, como um gerente de projetos, ou assumir uma função específica dentro de uma organização, como analista financeiro.
Como o Gemini agent funciona
Para executar cada tarefa, o sistema escolhe o modelo que considera mais adequado. Modelos de IA são sistemas treinados para processar informações e gerar resultados, como respostas, textos ou códigos. Atualmente, o Gemini agent utiliza as famílias Gemini e Claude, enquanto o Google prevê suporte futuro a outros modelos privados e de código aberto.
Quando uma atividade exige várias etapas, o Gemini agent pode recorrer a subagentes, sistemas de IA que trabalham em conjunto com o agente principal, para dividir o trabalho. Eles conseguem atuar de maneira paralela ou sequencial, inclusive em processos que se estendem por horas ou dias.
A estrutura também mantém na nuvem um único conjunto de memórias, contexto e personalização. O Google divide esse sistema em quatro categorias:
- Memória de sessão: acompanha a tarefa em andamento, mesmo quando ela dura vários dias;
- Memória semântica: constrói uma base de conhecimento a partir de documentos, conversas e interações com outros agentes;
- Memória procedural: registra como determinados trabalhos são realizados, incluindo habilidades que o próprio sistema pode criar;
- Memória episódica: reúne o histórico das atividades realizadas anteriormente.

Integração com outros serviços
No Gmail, Google Docs, Sheets, Slides e Chat, o Gemini agent poderá ser acionado com a menção @Gemini. O recurso também poderá ser usado por diferentes dispositivos e canais, incluindo linha de comando, Slack e Microsoft 365.
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Uma API, recurso que permite conectar diferentes softwares, possibilita integrar a tecnologia a aplicações de terceiros. Nesse formato, chamado pelo Google de “headless agent”, o Gemini pode operar nos bastidores, sem precisar de uma interface própria.
Atualmente em prévia privada, fase de testes com acesso limitado, o Gemini agent terá ampla disponibilidade em breve para clientes do Google Workspace com determinados planos Business e Enterprise.
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