Nesta terça-feira (3), um espetáculo astronômico poderá ser observado por cerca de 3,3 bilhões de pessoas nas Américas, Ásia e Oceania. A sombra da Terra vai encobrir a Lua, causando um eclipse lunar total, fenômeno que também recebe o nome popular de “Lua de Sangue” por causa da coloração avermelhada que o satélite pode apresentar ao ser encoberto.
De acordo com o Time and Date, o fenômeno ocorrerá entre 5h44 e 11h23, no horário de Brasília, e a visibilidade varia conforme a região. A totalidade, quando a Lua fica completamente dentro da sombra da Terra, deve durar cerca de 58 minutos. Condições climáticas favoráveis serão essenciais para que o fenômeno seja visto com clareza nos locais onde ele poderá ser observado.

Quem estiver fora das regiões privilegiadas, pode acompanhar o eclipse em tempo real pela internet, sem perder um detalhe sequer do evento – saiba como mais adiante.
Sobre os eclipses lunares:
- Um eclipse lunar ocorre quando a sombra da Terra “esconde” a Lua, que fica escura e, portanto, invisível no céu durante alguns minutos;
- Isso acontece porque a Terra se posiciona exatamente entre a Lua e o Sol, fazendo com que a sombra do planeta seja projetada sobre o nosso satélite natural;
- Existem três tipos de eclipse lunar: o total (com a Lua totalmente encoberta), o parcial (em que apenas parte dela é escondida pela sombra da Terra) e o penumbral (quando a sombra do planeta não é suficientemente escura para reduzir o brilho da Lua, que fica meio acinzentada).
No Brasil, não será possível acompanhar a fase total. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, as pessoas poderão observar o início da fase parcial por cerca de 10 minutos antes do amanhecer, quando a sombra da Terra começa a cobrir parte da Lua. Já no Sul, Sudeste e Nordeste, o fenômeno será basicamente penumbral e quase imperceptível.
O próximo eclipse lunar total só acontecerá em 2028, tornando este evento ainda mais especial.

Transmissões ao vivo do eclipse lunar total
Time And Date
O canal oficial da plataforma Time and Date no YouTube dará início à cobertura ao vivo do eclipse a partir das 6h30, com imagens em tempo real de pontos estratégicos como Los Angeles (EUA), a Austrália Ocidental e possivelmente outras localidades ao redor do mundo.
Além das imagens, a transmissão contará com comentários e explicações de especialistas, como a jornalista Anne Buckle e o astrofísico Graham Jones, pesquisador e comunicador científico com ampla experiência em eclipses e eventos celestes, que vão contextualizar cada fase do fenômeno e tirar dúvidas comuns sobre o evento.
Projeto Telescópio Virtual
O Projeto Telescópio Virtual, iniciativa de divulgação científica sediada em Manciano, na Itália, e fundada pelo astrofísico Gianluca Masi, também preparou uma transmissão especial, oferecendo uma visão global do eclipse a partir das 5h30. As imagens serão captadas por uma equipe de astrofotógrafos na Austrália, nos Estados Unidos e no Canadá, garantindo diferentes ângulos do espetáculo.
Observatório Griffith
Outra opção para acompanhar o fenômeno é a live do Observatório Griffith, em Los Angeles, no canal oficial da instituição no YouTube a partir das 5h37 da manhã.
Por estar na costa oeste dos Estados Unidos, o local tem uma posição privilegiada para registrar todas as etapas do evento, desde a fase penumbral, passando pela totalidade, até o momento em que a sombra da Terra começa a deixar o disco lunar.
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O que é a Lua de Sangue
O apelido “Lua de Sangue” vem da coloração avermelhada que o satélite adquire durante um eclipse lunar total. Nessa fase, a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta. Ainda assim, parte da luz consegue contornar o planeta ao atravessar a atmosfera terrestre.

Nesse percurso, ocorre um fenômeno chamado dispersão: as cores de comprimento de onda mais curto, como azul e violeta, se espalham com mais facilidade. Já os tons de comprimento mais longo, como vermelho e laranja, atravessam a atmosfera com maior eficiência e acabam sendo projetados sobre a superfície lunar. É o mesmo processo que deixa o céu azul durante o dia e o pôr do sol avermelhado.
Durante o eclipse, a Lua é iluminada apenas por essa luz filtrada, como se recebesse ao mesmo tempo o brilho de todos os amanheceres e entardeceres que acontecem ao redor da Terra. A intensidade do vermelho pode variar conforme as condições atmosféricas: poeira, poluição ou cinzas vulcânicas tendem a escurecer o tom. Apesar do nome dramático, trata-se de um fenômeno previsível e seguro de observar.
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