Meta condenada, OpenAI mudando de rumo e NASA com planos na Lua

Meta condenada, OpenAI mudando de rumo e NASA com planos na Lua

Esse é um trecho da newsletter Primeiro Olhar, disponível para assinantes do Clube Olhar Digital
Tivemos uma terça-feira muito movimentada na tecnologia e tentarei resumir informações e desdobramentos nas próximas linhas.

Meta condenada nos EUA

Um júri decidiu que a Meta violou leis do Estado do Novo México (EUA) em um julgamento civil que tratou de acusações de falha na proteção de crianças em suas plataformas digitais. A decisão determina que a empresa pague US$ 375 milhões (R$ 1,9 bi) em indenizações.

O caso foi movido pelo procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez. Na ação, o Estado alegou que a Meta não conseguiu garantir a segurança de seus aplicativos, como Facebook e Instagram, e que enganou os usuários sobre os riscos existentes.

O processo teve origem numa operação secreta que Torrez, ex-promotor, e seu escritório conduziram em 2023. Como parte das ações, investigadores criaram contas no Facebook e Instagram se passando por usuários menores de 14 anos.

As contas receberam conteúdos sexuais e foram contatadas por adultos buscando conteúdo semelhante – o que levou a acusações criminais contra esses indivíduos.

A Meta negou as acusações feitas pelo Estado do Novo México e afirmou anteriormente que está “focada em demonstrar nosso compromisso de longa data em apoiar os jovens”.

O processo ainda terá uma segunda fase, prevista para os próximos meses, que será conduzida sem júri. Nessa etapa, um juiz decidirá se a empresa criou uma “perturbação pública” e se deverá financiar programas destinados a enfrentar os danos alegados.

Você pode ler mais sobre o julgamento e sobre o contexto nesta matéria.

Adeus, Sora!

Essa pegou muita gente de surpresa.

A OpenAI cancelou o Sora, sua plataforma de geração de vídeos que causou fascínio e polêmica ao ser lançada no ano passado. A decisão, anunciada pelo CEO Sam Altman aos funcionários nesta terça-feira, marca uma guinada da empresa para priorizar funções de negócios e codificação.

O recuo é estratégico: a OpenAI planeja abrir capital (IPO) possivelmente já no quarto trimestre deste ano e quer alinhar seus talentos e alto poder computacional em torno de ferramentas de produtividade que gerem receita clara e direta.

A decisão de Sam Altman teve um efeito dominó imediato em Hollywood. A Disney está oficialmente abandonando o acordo bilionário que assinou com a OpenAI no ano passado.

Em comunicado oficial, um porta-voz da Disney afirmou que a empresa “respeita a decisão da OpenAI de sair do negócio de geração de vídeo e mudar suas prioridades”, mas reforçou que continuará explorando novas tecnologias que respeitem os direitos dos criadores.

As ferramentas de criação de imagens do ChatGPT não devem ser afetadas pelo encerramento do Sora.

Mas e os vídeos? Ainda é cedo para saber.

O Wall Street Journal informa que a OpenAI não dará suporte à funcionalidade de vídeo dentro do ChatGPT.

 O The Hollywood Reporter indica que a tecnologia de vídeo por IA ainda pode ser integrada como uma ferramenta interna do chatbot, apesar do fim do aplicativo Sora como marca independente.

Segundo o New York Times, a startup ainda usará tecnologias de geração de vídeo nos bastidores como forma de ensinar habilidades a robôs. Como os vídeos oferecem uma boa simulação do mundo físico, eles são frequentemente usados ​​para treinar robôs em tarefas específicas.

A nova visão da OpenAI deve focar, sobretudo, em superar a rival Anthropic no setor corporativo.

Durante o Olhar Digital News de ontem, Roberto Pena Spinelli, físico e especialista em IA, elaborou três hipóteses para a decisão da OpenAI – quem podem até ter se combinado.

“O Sora acabou não se tornando a referência do mercado. A gente até falou da Seedance, de uma empresa chinesa, que está fazendo coisas incríveis. O VEO3, do Google, também é excelente. Será que estão largando mão por não virar referência? Esse é um caminho. E é estranho porque receberam um investimento da Disney de US$ 1 bilhão. Será que era um custo enorme e não estava se pagando?

Por outro lado, existe um outro caminho: talvez as coisas deram certo demais. A OpenAI anunciou que acabaram de treinar um novo modelo, o SPUD. Talvez, pelos rumores, ele seja muito superior aos outros. Seria um modelo mais capaz, mais agêntico. Só que talvez, esse modelo e essa direção precisem de muitos recursos computacionais – coisa que a OpenAI e o mundo inteiro não têm. A gente está vivendo o gargalo na tecnologia. Pode ter sido uma estratégia: tirar os chips que estão rodando o Sora para algo que se acredita mais.

Outra especulação é que o foco esteja nos modelos de mundo, aquela IA que entende de verdade o mundo, que você pode colocar num robô.”

O futuro da exploração espacial

Nesta terça-feira, a NASA promoveu um evento para falar dos projetos espaciais para o futuro.
Durante o encontro, o administrador da agência, Jared Isaacman, reforçou que um dos principais objetivos é retornar à Lua, construir uma base lunar permanente e garantir a liderança do país no espaço.

Saiba os detalhes!

E tem mais!

A NASA está preparando o lançamento de sua primeira nave espacial interplanetária movida a energia nuclear, que levará helicópteros chamados Skyfall para Marte em 2028. Os equipamentos representam uma evolução significativa em relação aos modelos anteriores utilizados em missões marcianas. Eles foram projetados especificamente para trabalhar em conjunto com a nave nuclear, aproveitando a energia abundante disponível.

Confira mais informações.

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