Em um movimento histórico para a companhia, a Microsoft anunciou nesta quinta-feira (23) seu primeiro programa de demissão voluntária voltado para funcionários nos Estados Unidos. A iniciativa surge em um momento de transição profunda na indústria de tecnologia, impulsionada pela corrida da inteligência artificial.
Nessas cinco décadas, ela sempre usou o método do layoff (demitir quem ela queria cortar). Esta é a primeira vez na história que ela oferece um programa de aposentadoria voluntária nos EUA.
Quem pode participar do programa?
A medida não é irrestrita. Segundo informações obtidas pela CNBC, cerca de 7% da força de trabalho da empresa nos EUA é elegível para o pacote. Para se qualificar, o colaborador precisa atender a critérios específicos:
- Cargo: estar no nível de diretor sênior ou abaixo.
- Regra dos 70: A soma da idade do funcionário com o tempo de serviço na Microsoft deve ser igual ou superior a 70.
- Exclusão: funcionários vinculados a planos de incentivos de vendas não podem participar.
Os detalhes específicos sobre as compensações serão enviados aos elegíveis e seus gestores no dia 7 de maio. Em memorando interno, a vice-presidente executiva e diretora de pessoas da Microsoft, Amy Coleman, afirmou que o objetivo é oferecer uma transição “nos próprios termos” dos funcionários, com suporte generoso da empresa.
O peso da inteligência artificial nas finanças
A mudança de estratégia reflete as novas prioridades do mercado. A Microsoft tem elevado drasticamente seus gastos de capital em data centers para fornecer a infraestrutura necessária para modelos de IA generativa, acompanhando movimentos de rivais como Alphabet (Google) e Amazon.
Conforme relatado pela CNBC, a empresa também enfrenta pressão no setor de software, em que ferramentas de codificação de empresas como a Anthropic começam a desafiar o domínio de gigantes estabelecidas. No ano passado, a Microsoft já havia realizado rodadas de demissões para reduzir custos operacionais.
Mudanças na remuneração e avaliações
Além dos cortes voluntários, a Microsoft está reformulando a maneira como premia seus talentos. A partir de agora, os gestores terão mais autonomia para separar a concessão de ações diretamente dos bônus em dinheiro.
De acordo com o comunicado de Coleman, a ideia é que os líderes tenham “mais flexibilidade para reconhecer desempenhos excepcionais de forma significativa”. O processo de revisão de desempenho também será simplificado, reduzindo de nove para cinco as opções de faixas salariais disponíveis para os gestores escolherem.
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