NASA dá pontapé inicial a missão para buscar vida em Marte em parceria com a ESA 

NASA dá pontapé inicial a missão para buscar vida em Marte em parceria com a ESA 

Nesta quinta-feira (16), a NASA confirmou que recebeu “sinal verde” para avançar com a implementação da missão Rosalind Franklin, desenvolvida em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA). Com lançamento previsto para o fim de 2028, o projeto levará a Marte o primeiro rover voltado à busca de sinais de vida, passada ou atual. 

A missão é considerada um dos passos mais importantes da exploração marciana. De acordo com o comunicado da NASA, o objetivo central é analisar o solo do Planeta Vermelho em busca de possíveis vestígios de atividade biológica. O pouso está planejado para a região de Oxia Planum, escolhida por reunir condições que podem ter preservado registros antigos de habitabilidade.

Em resumo:

  • NASA confirma sinal verde para avançar missão de investigação de vida em Marte;
  • O rover Rosalind Franklin vai explorar o planeta em parceria com a Europa;
  • Robô buscará sinais de vida na região de Oxia Planum;
  • Dados ajudarão entender habitabilidade e evolução marciana

Missão será lançada pela SpaceX

Ainda segundo a nota, a ESA será responsável pela coordenação geral do projeto, incluindo o desenvolvimento do rover e do módulo de pouso, enquanto a NASA ficará encarregada do suporte técnico à missão. Essa divisão de funções segue um acordo firmado entre as duas agências em 2024, que estabelece cooperação técnica e operacional ao longo de todo o projeto.

Os EUA vão atuar principalmente no suporte à missão por meio do Projeto de Apoio e Suporte Rosalind Franklin (ROSA). Entre suas atribuições estão o planejamento do sistema de lançamento, motores e outros componentes essenciais. O envio do equipamento deve ficar a cargo do foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, da NASA, na Flórida.

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Instrumentos de alta precisão vão ajudar a encontrar possíveis sinais de vida em Marte

O rover contará com instrumentos científicos de alta precisão, incluindo um espectrômetro de massa de última geração. Esse equipamento será usado para identificar substâncias químicas presentes nas amostras coletadas no solo marciano, ajudando a investigar possíveis sinais relacionados à vida.

A expectativa dos cientistas é que os dados coletados pela missão ajudem a aprofundar o entendimento sobre a evolução geológica de Marte e sobre a possibilidade de o planeta ter abrigado condições favoráveis à vida no passado. As análises também podem contribuir para orientar futuras missões de exploração, ampliando o conhecimento sobre a história ambiental do nosso vizinho.

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