A Apple lançou nesta terça-feira o beta público do iOS 27, abrindo para usuários comuns o acesso à versão reformulada da Siri com inteligência artificial (IA). Antes disso, o sistema estava disponível apenas para desenvolvedores. O lançamento oficial do iOS 27 está previsto para setembro.
Com cerca de 2,5 bilhões de dispositivos ativos no mundo, a Apple considera este o maior teste já realizado com a Siri redesenhada — mesmo que apenas uma fração dos usuários instale o beta público. A atualização foi anunciada oficialmente na Worldwide Developers Conference (WWDC) da Apple, em junho.
O que muda na nova Siri
- A nova versão do assistente consegue acessar informações armazenadas no dispositivo do usuário, como e-mails, fotos e mensagens;
- Também é capaz de responder com base no que está sendo exibido na tela e de usar conhecimento geral para responder perguntas, de forma similar a chatbots, como ChatGPT, Gemini e Claude;
- A Siri pode ser acionada pelos métodos anteriores — pelo comando de voz “E aí Siri” ou pelo botão lateral — e agora também por um gesto de deslizar a tela a partir da Dynamic Island, a barra preta no topo do iPhone;
- Além disso, foi integrada ao Spotlight, a ferramenta de busca nativa do iPhone, permitindo que o assistente responda a praticamente qualquer pergunta feita por ali.
Pela primeira vez, a Siri ganhou um aplicativo próprio e independente. A jornalista Sarah Perez, do TechCrunch, que testou a versão para desenvolvedores, observa que, como o assistente já está profundamente integrado ao iPhone, acessá-lo por um app separado parece pouco necessário na prática.
O assistente atualizado está disponível não só no iPhone, mas também no iPad, Mac, Apple Watch, CarPlay, AirPods, Apple TV e Vision Pro.

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Como funciona por dentro
A nova Siri é baseada no Apple Intelligence, que inclui os Foundation Models da Apple — modelos que rodam diretamente no dispositivo e utilizam o Private Cloud Compute da empresa. Esses modelos foram desenvolvidos em colaboração com o Google e seu modelo Gemini, mas não são uma versão renomeada do Gemini.
Segundo a Apple, os modelos foram construídos especificamente para o Apple Silicon com dados proprietários e passaram por um processo chamado de destilação do Gemini — técnica que usa o Gemini para criar modelos menores e mais eficientes, integrados ao iOS e a outros softwares da Apple. O Private Cloud Compute garante que os dados pessoais dos usuários não sejam armazenados nem acessados pela Apple.
Nos testes com a versão para desenvolvedores, a Siri demonstrou melhora em tarefas, como localizar fotos específicas na biblioteca, resumir conversas em grupo, adicionar compromissos recebidos por mensagem ao calendário e identificar informações nutricionais de itens capturados pela câmera. O assistente também respondeu melhor a perguntas que normalmente exigiriam uma busca na web, como datas de eventos locais ou notícias recentes.
Durante os testes, a Siri apresentou erros ocasionais. Em um dos casos relatados, ao ser questionada sobre as últimas notícias sobre o Irã, o assistente buscou nos contatos do usuário por alguém com esse nome.
Vale instalar o beta do iOS 27?
As versões beta para desenvolvedores deste ano foram descritas como relativamente estáveis, o que torna o beta público mais fácil de recomendar do que em anos anteriores. Ainda assim, instalar qualquer versão beta exige cautela: quem precisa que o dispositivo funcione sem falhas deve aguardar o lançamento oficial do iOS 27, esperado para setembro.
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