Novo Copilot da Microsoft reúne chat, código e agentes de IA em um único aplicativo de trabalho

Novo Copilot da Microsoft reúne chat, código e agentes de IA em um único aplicativo de trabalho

A Microsoft reformulou a plataforma Copilot e transformou o assistente em um aplicativo unificado de produtividade. A nova versão reúne conversa, criação de código e automação em uma mesma interface, em uma tentativa de ampliar o uso pago da ferramenta entre clientes corporativos do Office 365.

Segundo a CNBC, hoje, menos de 7% das mais de 450 milhões de licenças corporativas do Office 365 incluem a versão paga dos recursos de inteligência artificial da Microsoft. Na prática, isso significa que menos de uma em cada 14 licenças tem acesso ao Copilot pago.

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O agente Autopilot roda na nuvem e continua executando tarefas mesmo quando o usuário está offline. – Imagem: Divulgação/Microsoft

Três abas para diferentes tarefas

O novo aplicativo Copilot organiza os recursos em três abas principais, cada uma voltada a um tipo de trabalho:

  • Home: é a tela inicial do aplicativo e reúne o Chat e o Cowork. Também integra Word, Excel e PowerPoint para criar e editar arquivos em tempo real.
  • Code: permite que pessoas sem experiência em programação criem pequenos aplicativos, painéis e automações descrevendo o que precisam em linguagem natural. A ferramenta usa a mesma tecnologia do GitHub Copilot.
  • Autopilot: funciona como um assistente que continua executando tarefas mesmo quando o usuário não está trabalhando. Ele pode acompanhar conversas no Teams, e-mails no Outlook e outras atividades recorrentes.

Assim como o Office definiu o trabalho para a era do PC, o novo Copilot foi construído para defini-lo para a era da IA.

Jared Spataro, diretor de marketing de IA para o trabalho na Microsoft, em nota.

Gestão de custos e cobrança por uso

A Microsoft também mudou a forma de cobrar pelos recursos mais avançados. A licença comercial do Microsoft 365 Copilot custa US$ 30 por usuário ao mês (cerca de R$ 155). Já Cowork, Code e Autopilot serão cobrados conforme a quantidade de uso.

Para ajudar as empresas a controlar esses gastos, a Microsoft apresentou o FinOps for AI, conjunto de ferramentas que permite acompanhar o consumo de inteligência artificial. Administradores podem definir limites de gastos, aprovar pedidos de crédito e escolher quais modelos de IA estarão disponíveis para diferentes grupos de funcionários.

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“Estamos mantendo um padrão muito alto. Este produto está no seu melhor quando otimiza o valor para o usuário, a qualidade do resultado e aquilo que consegue entregar”, disse Jacob Andreou, vice-presidente executivo do Copilot na Microsoft.

A nova estrutura começa a chegar aos usuários nas próximas semanas. Home e Code serão disponibilizados primeiro aos participantes do programa de testes Frontier, enquanto o Autopilot entra em prévia privada até o fim de setembro.

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