A OpenAI anunciou nesta quarta-feira (22) uma atualização ambiciosa em suas metas de infraestrutura. A organização, que havia se comprometido em janeiro de 2025 a gerar 10 gigawatts (GW) de poder computacional, confirmou que já identificou fontes para mais de 8 GW desse total. Agora, o novo objetivo é atingir a marca de 30 GW até 2030.
Crescimento exponencial de processamento
Os dados divulgados pela OpenAI via rede social mostram que a necessidade de hardware e energia para treinar e rodar modelos de inteligência artificial está crescendo em um ritmo acelerado.
In January 2025, we committed to generating 10GW of compute and have already identified over 8GW of that. Now, we're planning for 30GW of compute by 2030. A milestone that scales with the rapidly accelerating demand for intelligent systems.
— OpenAI Newsroom (@OpenAINewsroom) April 22, 2026
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De acordo com o gráfico apresentado pela companhia:
- 2023: a capacidade era de apenas 0,2 GW.
- 2024: saltou para 0,6 GW.
- 2025: atingiu aproximadamente 1,9 GW.
- Meta 2030: o plano é chegar aos 30 GW.
Esse avanço representa um crescimento anual de aproximadamente 3x na disponibilidade de computação. Para efeito de comparação, um gigawatt é energia suficiente para abastecer 800 mil residências simultaneamente nos Estados Unidos. Ou seja, 30 GW seriam suficientes para alimentar 24 milhões de residências anualmente – o que reforça a escala dos data centers que a OpenAI pretende operar.
A corrida da IA não depende apenas de algoritmos, mas de capacidade física. A OpenAI ressaltou que esse novo marco de 30 GW acompanha a “demanda em rápida aceleração por sistemas inteligentes”. Sem essa infraestrutura de processamento (que envolve milhares de GPUs e energia elétrica estável), o desenvolvimento de modelos mais potentes, como as futuras versões do GPT, poderia estagnar.
ChatGPT Images 2.0
A OpenAI lançou o ChatGPT Images 2.0 nesta terça-feira (22), pouco mais de um ano após disponibilizar a geração de imagens diretamente no chatbot. A empresa descreve o novo sistema como uma “mudança de patamar” para modelos de geração de imagens, especialmente na capacidade de seguir instruções detalhadas, renderizar texto denso e posicionar objetos em cenas.
Pela primeira vez, a OpenAI construiu um modelo de imagem com capacidades de raciocínio, permitindo ao sistema buscar na web e verificar suas próprias saídas. Segundo a empresa, essas funcionalidades resultam em uma ferramenta mais confiável quando precisão, consistência e coesão visual são essenciais.
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