OpenAI considera adiar sua estreia no mercado acionário, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira (25) no The New York Times. A empresa, que já havia protocolado de forma confidencial um pedido de oferta pública inicial nos Estados Unidos, mantém como referência uma avaliação que pode chegar a 1 trilhão de dólares.
A decisão em análise envolve duas rotas: postergar a listagem para buscar um valuation mais alto ou reduzir essa expectativa para viabilizar uma entrada mais rápida na bolsa. Pessoas envolvidas nas conversas indicam que os executivos receberam propostas que projetam uma possível abertura apenas em 2027.
Paralelamente, o governo dos Estados Unidos passou a pressionar a companhia ao escalonar o lançamento de novos modelos de inteligência artificial por razões de segurança, o que já levou a OpenAI a restringir o acesso inicial a uma versão experimental de seu modelo mais recente.
Disputa regulatória, estratégia de mercado e embate judicial

As discussões sobre o futuro da OpenAI no mercado financeiro ocorrem enquanto a empresa também enfrenta restrições e ajustes na forma de disponibilizar suas tecnologias. Segundo informações do TNYT, autoridades federais solicitaram que o lançamento de sistemas mais avançados ocorra de maneira gradual, com controle de acesso caso a caso durante fases de testes.
Nesse contexto, o modelo identificado como GPT 5.6 foi liberado apenas em caráter de prévia limitada para parceiros selecionados, em um processo descrito como condicionado a autorizações governamentais em etapas de distribuição.

Ao mesmo tempo, a OpenAI e a Microsoft são alvo de uma ação movida pelo The New York Times, que acusa as empresas de uso indevido de conteúdo protegido por direitos autorais no treinamento de sistemas de inteligência artificial. O jornal afirma que a Microsoft teria incentivado o uso de artigos protegidos e contribuído com infraestrutura computacional, enquanto parte das acusações contra a OpenAI foi retirada em nova petição.
As empresas citadas negam irregularidades e sustentam que seus sistemas são desenvolvidos com base em dados disponíveis publicamente e dentro de limites legais de uso. O caso se insere em um conjunto mais amplo de processos envolvendo companhias de inteligência artificial, que já ultrapassa dezenas de ações semelhantes em tribunais norte-americanos.
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