Tecnologia aparece como um pilar estratégico na corrida presidencial de 2026. O Olhar Digital analisou planos de governo de seis candidatos: Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
A reportagem mergulhou nos documentos – todos disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – para checar o que os candidatos propõem em três temas: inteligência artificial (IA), data centers e soberania digital.
A apuração também considerou dois mapeamentos – um feito por um centro de pesquisas e outro feito por uma consultoria.
O ‘Brasil digital’ que seis candidatos à presidência da República propõem criar
Existe um “núcleo comum” no qual propostas de candidatos distantes no espectro político se encontram. As convergências retratam o Estado “arrumando a própria casa”. E usando tecnologia para melhorar seus serviços.
As divergências, por sua vez, aparecem quando os textos exploram regras de mercado, direitos digitais e atuação das empresas privadas.
Confira abaixo os destaques sobre os planos de governo dos candidatos, organizados por tema:
Inteligência artificial (IA)
Os planos de governo analisados consideram a IA uma ferramenta decisiva para aumentar produtividade, modernizar serviços públicos e melhorar a saúde e a segurança do país.
Ou seja: os candidatos concordam sobre a importância do tema. Mas discordam sobre como o Estado deve agir e regular a IA.
Data centers

Entre os planos de governo analisados, atração e expansão de data centers aparecem como consenso.
Os seis candidatos consideram que o Brasil tem uma enorme vantagem em comparação a outros países. Isso porque o país tem energia limpa, renovável e abundante – ideal para alimentar esses galpões de supercomputadores.
Todos querem trazer esse dinheiro para o Brasil. Mas divergem sobre as regras para esses investimentos.
Uns exigem contrapartidas ecológicas e sociais. Outros preferem cortar impostos e burocracia para atrair empresas o mais rápido possível.
Soberania digital
Os planos de governo analisados abordam a soberania digital a partir de duas visões políticas.
Uma delas é a soberania por meio da capacidade estatal e da regulação. Aqui, prioriza-se a criação de infraestruturas públicas soberanas (supercomputadores estatais, por exemplo), o controle nacional sobre dados e a imposição de regras e salvaguardas para empresas de tecnologia.
A outra é a soberania via mercado e atração de capitais. Nesta visão, entende-se autonomia do país como a capacidade de se tornar produtor e polo atrativo para investimentos privados vindos de fora. Isso por meio de eliminação de amarras burocráticas. E aproveitando a energia limpa e os minerais estratégicos presentes no Brasil para desenvolver o setor.
Quer entender no detalhe as propostas de cada candidato? Acesse esta reportagem exclusiva para assinantes do Clube Olhar Digital, que destrincha os planos de governo nos temas citados.
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