A Paramount e a Warner Bros. Discovery concluíram oficialmente a fusão, dando origem à Skydance Corp., comandada por David Ellison. Avaliado em US$ 111 bilhões (cerca de R$ 662,7 bilhões), o negócio reúne estúdios, redes de TV e plataformas de streaming como Paramount+ e HBO Max.
A nova companhia projeta receita anual de quase US$ 70 bilhões (R$ 417,9 bilhões), mas começa a operação com US$ 80 bilhões (R$ 477,6 bilhões) em dívida líquida. O grupo também terá de integrar as operações e reduzir custos, com milhares de demissões previstas nos próximos meses.

Uma nova gigante do entretenimento
A fusão reúne marcas como Paramount Pictures, Warner Bros., HBO, Pluto TV, CBS, CNN, Nickelodeon, Cartoon Network, MTV, TNT Sports, Food Network, BET, HGTV e Comedy Central.
David Ellison, presidente e CEO da Skydance, classificou o fechamento do acordo como um marco para o setor.
“Hoje é um dia histórico, não apenas para a Skydance, mas para toda a nossa indústria”, afirmou.
Segundo o executivo, a intenção era unir os dois estúdios para criar uma concorrente com mais recursos e alcance. “Agora essa ambição é uma realidade”, disse.
A família Ellison, com o apoio financeiro do bilionário Larry Ellison, pai de David, possui a maior participação acionária da Skydance. Junto com a RedBird Capital Partners, ela detém as ações ordinárias Classe A da Paramount, que concentram 100% dos direitos de voto da companhia combinada.
Streaming será integrado
A união das operações digitais será uma das mudanças mais importantes para o público. A Skydance informou que Paramount+ e HBO Max serão combinados em um único serviço ao longo do tempo.
A companhia espera gerar mais de US$ 6 bilhões (R$ 35,8 bilhões) em sinergias operacionais nos próximos três anos. A redução de despesas deverá se concentrar principalmente em tecnologia, integração, compras, marketing e imóveis.
A estratégia inclui:
- aproveitar a escala da companhia combinada nas negociações com fornecedores;
- integrar estruturas e sistemas que hoje pertencem às duas empresas;
- revisar despesas de marketing e operações imobiliárias;
- direcionar parte dos recursos economizados para conteúdo e tecnologia;
- reduzir a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado.
As ações Classe B da Skydance começaram a ser negociadas na Bolsa de Nova York sob o código “SKYD”. Já os papéis da Warner Bros. Discovery deixaram de ser negociados na Nasdaq.

Dívida e demissões entram no foco
A fusão foi financiada com US$ 47 bilhões (R$ 280,6 bilhões) em investimentos em ações Classe B, liderados por Larry Ellison, RedBird Capital Partners, LionTree e fundos soberanos da Arábia Saudita, Catar e Abu Dhabi. Bank of America, Citigroup e Apollo Global Management lideraram o financiamento da dívida.
Para dividir o comando da nova empresa, Ellison contratou Ynon Kreiz, ex-CEO da Mattel, como co-CEO.
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A Skydance pretende reduzir sua relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado de aproximadamente 6 a 7 vezes em 2026 para 3 vezes até o fim de 2029. Parte desse ajuste virá da redução da estrutura operacional, incluindo milhares de demissões nas antigas Paramount e Warner Bros. Discovery nos próximos meses.
A nova companhia terá três áreas de negócios: Studios, Direct-to-Consumer e TV Media. O desafio imediato será integrar as operações, controlar o endividamento e, ao mesmo tempo, manter os investimentos em histórias, criadores e tecnologia.
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