Por que é tão difícil encontrar uma TV que não seja smart?

Por que é tão difícil encontrar uma TV que não seja smart?

Encontrar uma televisão que simplesmente exiba uma imagem, sem aplicativos, sistema operacional ou conexão com a internet, tem ficado cada vez mais difícil. As chamadas “dumb TVs”, ou TVs não inteligentes, praticamente desapareceram do mercado convencional, enquanto os modelos smart se tornaram o padrão.

A mudança não acontece apenas porque os consumidores querem mais recursos: o software também abriu novas fontes de receita para os fabricantes.

Para quem tem pressa:

  • As chamadas “dumb TVs”, que não têm sistema operacional, aplicativos ou conexão com a internet, praticamente desapareceram do mercado convencional;
  • Além de atender à preferência dos consumidores por serviços de streaming e recursos conectados, as smart TVs criaram novas fontes de receita para as fabricantes, como publicidade e conteúdos digitais;
  • Com isso, a conexão à internet e os sistemas inteligentes deixaram de ser diferenciais e passaram a fazer parte da configuração básica dos televisores, tornando as TVs tradicionais um produto de nicho.

As Smart TVs são mais interessantes para as fabricantes

Controle Fire TV sendo utilizado numa smart tv
(Reprodução: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)

Uma das principais razões está no próprio modelo de negócio das TVs atuais. Além da venda do aparelho, as fabricantes também encontram nas plataformas das smart TVs novas possibilidades de receita depois que o produto chega à casa do consumidor.

Os sistemas das smart TVs permitem oferecer serviços de streaming, publicidade e outros conteúdos diretamente pela tela inicial do aparelho. Dessa forma, as plataformas podem ampliar as fontes de receita associadas ao televisor mesmo após a venda.

Esse modelo ajuda a explicar que não é apenas um movimento de avanço tecnológico, mas também de oportunidade de mercado. Um aparelho que apenas recebe um sinal de vídeo não oferece as mesmas possibilidades financeiras proporcionadas por uma plataforma conectada.

Há ainda uma questão de mercado. Com serviços de streaming e outros conteúdos digitais cada vez mais presentes no cotidiano, recursos como Wi-Fi, aplicativos e interfaces próprias deixaram de ser diferenciais e passaram a ser esperados pelos consumidores.

Por isso, uma TV sem sistema inteligente se tornou um produto de nicho. Existem alternativas, mas elas são muito menos comuns do que eram antes.

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A principal mudança, portanto, está na forma como o mercado passou a enxergar a televisão, tanto por parte das fabricantes como pelos consumidores. O que antes era um recurso adicional se tornou parte da configuração básica dos aparelhos.

Para as empresas, incluir um sistema operacional e conexão com a internet é agora parte do produto e da projeção de sua receita. Para o consumidor, mesmo quem procura apenas uma tela para conectar outros dispositivos fisicamente provavelmente encontrará uma smart TV.

As chamadas “dumb TVs” ainda podem ser encontradas, mas deixaram de ocupar um espaço relevante no mercado. Não se trata apenas de uma mudança de preferência do consumidor, mas da consolidação de um novo padrão para o mercado de televisores.

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