Preço do Mounjaro cai no Brasil e muda cenário de canetas emagrecedoras

Preço do Mounjaro cai no Brasil e muda cenário de canetas emagrecedoras

O Mounjaro ficou mais barato no Brasil após a Eli Lilly anunciar descontos de mais de R$ 1 mil no medicamento. A mudança acontece em um momento de disputa mais intensa no mercado de canetas emagrecedoras.

O cenário reúne versões manipuladas, importações ilegais e a chegada de alternativas nacionais mais acessíveis à base de semaglutida, explica o G1.

Fachada da Eli Lilly
Descontos de até R$ 2,6 mil no Mounjaro, oferecidos pela Eli Lilly, movimentam um mercado cada vez mais competitivo. Imagem: Jonathan Weiss/Shutterstock – Imagem: Jonathan Weiss/Shutterstock

Mounjaro mais barato com programa de fidelidade

A Eli Lilly reduziu o preço do Mounjaro por meio do seu programa de fidelidade. O desconto ultrapassa R$ 1 mil em diferentes apresentações do medicamento, usado no tratamento de diabetes tipo 2.

Os valores variam conforme a dose. O pacote inicial, por exemplo, caiu de cerca de R$ 3.350 para R$ 2.250. Outras versões também tiveram reduções importantes, com cortes que chegam a R$ 2.600.

Entre os principais reajustes divulgados estão:

  • Pacote inicial (2,5 mg + 5 mg): de R$ 3.350 para R$ 2.250
  • Ajuste de dose (7,5 mg): R$ 3.998 com desconto de R$ 1.600
  • Ajuste avançado (10 mg): R$ 4.598 com redução de R$ 2.600

O que chama atenção é que essa movimentação ocorre justamente quando o setor farmacêutico enfrenta pressão crescente, com novas opções ganhando espaço no Brasil.

O Brasil importou insumos para 25 milhões de doses manipuladas de tirzepatida em apenas seis meses. Imagem: Ekkasit A Siam/ Shutterstock

Disputa cresce com manipulados e mercado paralelo

A Eli Lilly é a única detentora da patente da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. Ainda assim, a legislação brasileira permite que farmácias de manipulação produzam a substância para uso individual, desde que haja prescrição médica.

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O ponto mais delicado, segundo especialistas, é que essa produção deixou de ser pontual e passou a ocorrer em escala industrial. Em apenas seis meses, o Brasil importou insumos suficientes para fabricar cerca de 25 milhões de doses manipuladas.

Isso ajuda a explicar o avanço de um mercado paralelo, que passa a pressionar diretamente as indústrias farmacêuticas. A Anvisa informou que pretende reforçar a fiscalização dessas versões manipuladas, mas ainda não definiu todas as medidas que serão adotadas.

Embalagem da Ozivy, a caneta emagrecedora brasileiro da EMS
Ozivy estreia com preços mais baixos e amplia a concorrência entre as canetas para diabetes e obesidade. Imagem: Divulgação/Ozivy – Imagem: Divulgação

Canetas nacionais entram no jogo e mudam preços

Ao mesmo tempo, o mercado de canetas emagrecedoras no Brasil ganhou um novo capítulo com a chegada da semaglutida produzida nacionalmente. A patente da substância caiu no início do ano, abrindo espaço para fabricantes locais.

A EMS foi a primeira a receber autorização para produção nacional com o medicamento Ozivy, que chega ao mercado com preços mais baixos. O valor inicial é de cerca de R$ 452 por caneta, praticamente metade do praticado em parte do mercado.

O plano de tratamento divulgado pela empresa também chama atenção pelos custos reduzidos:

  • Tratamento de 90 dias: R$ 863,23 no total
  • Média mensal: cerca de R$ 287 por paciente
  • Canetas avulsas: a partir de R$ 452

A Eurofarma também entrou nessa disputa com medicamentos à base de semaglutida e já anunciou reduções de preço, com valores entre R$ 399 e R$ 599 nas doses iniciais.

Com descontos no Mounjaro, avanço dos manipulados e entrada de versões nacionais mais baratas, o mercado de canetas emagrecedoras no Brasil entra em uma fase de concorrência mais acirrada. O resultado já aparece nos preços, que passam a se ajustar em diferentes frentes ao mesmo tempo.

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