Conforme noticiado pelo Olhar Digital, entre a noite de quinta (27) e a madrugada de sexta-feira (28), haverá um eclipse lunar parcial, com o Brasil em posição privilegiada de observação. Na ocasião, quase toda a superfície da Lua será coberta pela sombra da Terra, ganhando tons escuros que podem variar entre o castanho e o vermelho-acobreado.

Com mais de 96% da Lua imersa na sombra da Terra, o fenômeno será um eclipse lunar parcial muito profundo, visível na América do Norte e do Sul, além de partes da Europa e da África. Outras regiões, como o oeste da Ásia, os oceanos Pacífico, Atlântico e Índico e a Antártica, poderão observar pelo menos alguma fase do evento.

Tipos de eclipse lunar
Um eclipse lunar ocorre quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta seja projetada sobre a superfície lunar. Esse fenômeno só acontece durante a Lua cheia.
No entanto, nem todo eclipse lunar é igual. Dependendo da posição da Terra, do Sol e da Lua, o espetáculo pode assumir formas bem diferentes: algumas mais discretas, outras mais espetaculares.
Quando ouvimos falar em eclipse lunar, logo pensamos na “Lua de Sangue” – mas essa é só uma das variações possíveis. Existem outras versões do fenômeno que passam quase despercebidas. Descubra agora os diferentes tipos desse evento cósmico.

Eclipse lunar penumbral
O eclipse penumbral acontece quando a Lua atravessa apenas a penumbra da Terra, que é a parte externa e mais tênue da sombra projetada pelo nosso planeta. Nessa condição, a Lua não desaparece nem muda radicalmente de cor, mas seu brilho pode parecer ligeiramente atenuado.
Como esse escurecimento é muito sutil, muitas vezes o fenômeno passa despercebido por quem observa o céu a olho nu. É o tipo mais comum de eclipse lunar, mas também o menos perceptível. Embora não impressione visualmente, ele representa um importante estágio nas chamadas temporadas de eclipse.
Eclipse lunar parcial
Nessa modalidade, parte da Lua adentra a umbra da Terra, que é a região central e mais escura da sombra projetada. Nesses casos, uma fração do disco lunar fica visivelmente encoberta, formando um contorno escuro e bem definido sobre a superfície iluminada da Lua.
Esse tipo de eclipse é mais fácil de ser percebido e costuma render boas imagens mesmo com equipamentos simples. A intensidade da sombra depende do quanto do disco lunar é encoberto. Pode durar desde alguns minutos até cerca de uma hora, dependendo do alinhamento dos corpos celestes envolvidos.
Eclipse lunar total
O eclipse total ocorre quando a Lua é completamente envolvida pela umbra da Terra. Nessa condição, o satélite adquire uma coloração avermelhada ou acobreada, um efeito causado pela dispersão da luz solar na atmosfera terrestre. Esse fenômeno é conhecido popularmente como “Lua de Sangue”, pode durar mais de uma hora e é o tipo mais impressionante de eclipse lunar.

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Por que a Lua fica avermelhada durante um eclipse?
A explicação para o tom avermelhado do satélite está na interação entre a iluminação do Sol e a atmosfera do nosso planeta. Quando a luz solar passa através das camadas de ar que cercam a Terra, as cores de frequência azul se espalham em todas as direções.
Ao mesmo tempo, as ondas de luz vermelha e alaranjada sofrem um desvio de trajetória. Esse desvio faz com que esses raios mais longos alcancem a superfície da Lua escondida na sombra. Esse mecanismo físico é idêntico ao que torna o pôr do sol avermelhado no fim da tarde.
A intensidade da cor avermelhada que veremos no céu pode mudar bastante durante a madrugada. Fatores como a quantidade de poeira, poluição, umidade e até fumaça acumulada na atmosfera terrestre afetam diretamente o brilho e o tom avermelhado refletido pelo satélite.
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