RJ terá R$ 2,8 bi em data centers de IA no Parque Olímpico

RJ terá R$ 2,8 bi em data centers de IA no Parque Olímpico

A empresa estadunidense Elea vai investir US$ 550 milhões (R$ 2,8 bilhões) na primeira etapa do Rio AI City, um campus de data centers a ser instalado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro (RJ). O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo prefeito Eduardo Cavaliere durante coletiva de imprensa no Web Summit Rio, o maior evento de tecnologia da América do Sul.

O projeto prevê capacidade para alcançar até 3,2 gigawatts de geração até 2032. Cavaliere apontou a combinação de ampla oferta de água, conectividade por cabos submarinos e capacidade de formar e atrair talentos locais como pilares do empreendimento.

Educação como parte da estratégia para formação de profissionais para data centers

O prefeito reforçou o investimento da prefeitura em educação voltada para STEM — sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Segundo ele, 312 escolas do município já contam com programas de robótica, programação e lógica desde os primeiros anos. “É preciso aprender matemática, mas também português, para executar bem os prompts”, disse.

Cavaliere também destacou crescimento de 12% nos anos iniciais do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), conforme o relatório de 2024.

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Vista aérea do Parque Olímpico do Rio de Janeiro
Instalações serão criadas no Parque Olímpico – Imagem: Diego Thomazini/iStock

Web Summit Rio cresce 20% ao ano

A coletiva contou com a presença de Paddy Cosgrove, fundador do Web Summit, que organiza cinco edições ao redor do mundo — em Lisboa (Portugal), Rio de Janeiro (RJ), Doha (Catar) e Vancouver (Canadá). No Brasil, o crescimento é de cerca de 20% ao ano desde a primeira edição, há quatro anos.

Para Cosgrove, o Rio percorre o mesmo caminho de Lisboa: “cidades que têm qualidade de vida, retêm e atraem talentos.” Ele afirmou ainda que o Rio é uma porta de entrada para a América Latina e registra interesse crescente de empresas chinesas. Nesta edição, cerca de 40 mil participantes de mais de 100 países devem circular pelo evento, cujo público principal é composto por investidores e empreendedores de startups.

  • No último painel do dia, Bruno Lewicki, head de políticas públicas da OpenAI, e o advogado especializado em tecnologia Ronaldo Lemos subiram ao palco principal;
  • Lewicki destacou a parceria da OpenAI com o TSE no desenvolvimento do Synth ID, protocolo para identificação de imagens geradas por IA. “Com a presença de novas tecnologias, teremos uma eleição de aprendizado mútuo”, afirmou;
  • Os dois criticaram a tramitação do PL 2338/2023, o Marco Legal da Inteligência Artificial no Brasil;
  • Lemos foi direto: “Copiamos a lei europeia de 2019, que já foi toda modificada. Somos o país que criou o Marco Civil da Internet. Não precisamos copiar ninguém“;
  • Ao encerrar sua participação, o advogado defendeu a adoção de modelos open source e provocou os presentes. “Precisamos de regulamentação no Brasil para não depender da OpenAI. O Brasil tem desenvolvedores incríveis.”

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