Nesta quarta-feira (12), acontece um dos eclipses solares mais importantes da década! Além de marcar o retorno dos eclipses solares totais ao continente europeu após mais de 20 anos, este será o primeiro evento do tipo na Espanha continental em mais de um século.
Mais de 15 milhões de pessoas estarão na faixa de totalidade, enquanto cerca de 980 milhões poderão observar o fenômeno de forma parcial. Infelizmente, não será desta vez que o céu do Brasil será palco desse tipo de espetáculo astronômico – mas você acompanha todos os detalhes, com imagens em tempo real, com o Olhar Digital! Clique aqui e saiba como assistir.

Primeiro eclipse na Espanha em mais de 100 anos
Durante o fenômeno, o Sol poderá ser visto totalmente encoberto no Ártico, na Groenlândia, na Islândia, no norte da Espanha e em uma pequena parte de Portugal. Já a fase parcial será observável em todo o restante da Europa, no norte da África e no leste da América do Norte.
O evento tem início às 12h34 (pelo horário de Brasília), em um ponto remoto do Oceano Ártico, ao norte da Sibéria, onde a penumbra da Lua toca a Terra pela primeira vez, dando início à fase parcial do eclipse. O espetáculo termina pouco mais de quatro horas e 20 minutos depois, às 16h55, em uma área do Mar Mediterrâneo, a oeste da Itália.
O momento mais impressionante ocorrerá perto da costa oeste da Islândia, onde a totalidade poderá durar até dois minutos e 18 segundos. Na Espanha, que não registra um eclipse solar total em seu território continental desde 1905, a escuridão completa será mais rápida, com duração próxima de um minuto.

Para quem estiver na região de totalidade, o fenômeno será uma oportunidade rara para observar e fotografar a coroa solar, a atmosfera externa do Sol que normalmente fica escondida pelo intenso brilho da estrela. Mas registrar o momento exige cuidados. Apontar uma câmera, celular, binóculo ou telescópio diretamente para o Sol sem a proteção adequada pode causar danos ao equipamento e, principalmente, à visão.
Como fotografar um eclipse solar
Conforme orienta o guia de observação EarthSky.org, a principal regra é usar filtros solares próprios para observação astronômica durante todas as etapas em que a Lua ainda não encobriu completamente o Sol. Isso vale para câmeras, lentes, telescópios e outros equipamentos ópticos.
Também é importante lembrar que o fato de uma câmera possuir lentes ou de um telescópio ampliar a imagem não significa que o equipamento proteja os olhos. Observar o Sol diretamente, mesmo por pouco tempo, pode provocar lesões graves na retina.
A única fase em que é seguro retirar o filtro solar de um equipamento óptico é a totalidade, quando a Lua cobre completamente o disco solar. Assim que a luz intensa do Sol reaparecer, o filtro deve ser colocado novamente.

Com os cuidados necessários, existem diferentes maneiras de registrar o eclipse.
1. Fotografia com a câmera do celular
O smartphone é a opção mais simples para quem não possui equipamentos especializados. Um tripé ajuda a manter o aparelho estável e facilita o enquadramento.
Uma alternativa é utilizar a lente grande angular para registrar o eclipse junto com a paisagem. Durante a totalidade, o zoom pode ser usado para obter uma imagem mais próxima do Sol. O celular também permite gravar vídeos e produzir sequências em time-lapse, mostrando a evolução do fenômeno.
Durante as fases parciais, porém, é indispensável utilizar um filtro solar apropriado para proteger a câmera.
2. Lente grande angular
Câmeras convencionais equipadas com lentes grande-angulares permitem criar imagens que combinam o eclipse com o ambiente ao redor. Dependendo do enquadramento, árvores, prédios, montanhas e outros elementos da paisagem podem ajudar a dar contexto à fotografia.
O ideal é preparar a composição antes do início do eclipse. Assim, não será necessário perder tempo ajustando a câmera durante as etapas mais rápidas do fenômeno. Um tripé também ajuda a manter o equipamento estável.
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3. Vídeo com lente teleobjetiva
Para quem pretende registrar o eclipse em vídeo com mais detalhes, uma lente teleobjetiva entre 300 mm e 500 mm pode aproximar bastante a imagem do Sol. Nesse caso, o uso de um tripé é especialmente importante.
Configurações com ISO baixo ajudam a reduzir ruídos na imagem. A abertura e o tempo de exposição devem ser ajustados de acordo com a fase do eclipse e com o resultado desejado. Durante a fase parcial, o filtro solar continua sendo obrigatório.
4. Fotografia com lente teleobjetiva
A teleobjetiva também é uma boa escolha para obter fotografias mais detalhadas do eclipse. Quanto maior a distância focal, maior será o Sol na imagem, mas também aumentará a necessidade de estabilidade e de um enquadramento bem planejado.
O tempo de exposição depende do momento que se pretende registrar. Uma velocidade rápida, como 1/1000 de segundo, pode ajudar a congelar detalhes do disco solar e da região ao redor durante determinadas fases. Para quem possui uma câmera compatível, fotografar em RAW é recomendável, pois o formato preserva mais informações para o tratamento posterior da imagem.
5. Telescópio com sistema de rastreamento
Para obter imagens ainda mais próximas, é possível utilizar um telescópio equipado com sistema de rastreamento. Esse mecanismo acompanha o movimento aparente do Sol no céu, mantendo o astro enquadrado por mais tempo.
A técnica exige mais conhecimento e equipamentos específicos, além de um filtro solar adequado instalado corretamente. O investimento também costuma ser maior. Em compensação, o sistema permite produzir registros detalhados do eclipse, especialmente durante a totalidade.
Independentemente do equipamento escolhido, a segurança deve vir antes da fotografia. O eclipse pode durar apenas alguns minutos, mas uma exposição inadequada ao Sol pode causar danos permanentes aos olhos. Por isso, o melhor registro é aquele que permite aproveitar o fenômeno sem colocar o equipamento e, principalmente, a visão em risco.
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