A Samsung anunciou que não fará reposição de estoque para o Galaxy Z TriFold, modelo que possui duas dobras e tela quase do tamanho de um iPad.
Apesar disso, o smartphone está disponível para compra em outros lugares, como nos Estados Unidos. Além disso, a Samsung não confirmou se fará uma segunda geração do dispositivo.
Evolução das telas até o “monstrão” da Samsung
- Em 2007, a Apple apresentou o primeiro iPhone. Ele tinha 3,5 polegadas de tela — à época, era a maior que existia;
- O primeiro Galaxy Note, com 5,3 polegadas, foi considerado o primeiro “phablet” do mercado;
- Com o surgimento do Z Fold, cuja tela tem 7,3 polegadas, popularizaram-se os smartphones dobráveis;
- A Apple resistiu às mudanças, mas, atualmente, seu maior iPhone, cuja tela tem 6,9 polegadas, tem tamanho mais que o dobro do comprimento diagonal da tela do modelo de 2007;
- O Galaxy Z TriFold, quando totalmente aberto, atinge o tamanho da tela de um iPad: dez polegadas.
Quem possui o “monstrão” da sul-coreana consegue executar três aplicativos simultaneamente, cada um com as dimensões similares às de um iPhone 17 Pro.
A Samsung apresentou o aparelho como uma maravilha da engenharia e o “formato do futuro“. Ao The Wall Street Journal, um executivo sênior disse que o aparelho, junto à possível entrada da Apple no mercado de dobráveis este ano, poderia impulsionar esse nicho de mercado.
Só que, segundo outro executivo, a Samsung descreve o TriFold mais como uma edição especial para fãs incondicionais, e não para usuários comuns.
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Momento delicado
O momento da indústria de smartphones é delicado. Isso porque as remessas mundiais devem cair para um número histórico: 12% em 2026 — segundo a Counterpoint, empresa de pesquisa de mercado de tecnologia —, com o aumento dos custos de componentes elevando os preços e diminuindo os gastos dos consumidores.
A Samsung, por sua vez, entrou no mercado de dobráveis em 2019 e o Z TriFold pode significar o ápice de um experimento que levou anos para entender o melhor tamanho para um smartphone. Maior era sinônimo de melhor.
Analistas do setor indicam que a sul-coreana só produziu 30 mil modelos Z TriFold, o que equivale a uma hora de vendas globais do iPhone. Nos EUA, o valor dele é de US$ 2.899 (R$ 15.077,99), valor este similar ao de notebooks de ponta, mas até um MacBook Pro de 16 polegadas tem preço inferior.
Além disso, os recursos de hardware do Galaxy Z TriFold encareceram sua produção. O espaço extra que veio com a tela a mais exigiu bateria maior e mais chips de memória para que a capacidade multitarefa não ficasse comprometida. Ainda, fabricar uma tela com um par de dobradiças capaz de realizar a dobra dupla foi algo complexo e dispendioso.
No evento de lançamento do aparelho, realizado no fim do ano passado, um executivo da Samsung foi questionado pelo Journal a respeito do preço do aparelho. Ele afirmou que, para que esse valor fosse diminuído, a empresa teria que “cortar e cortar novamente“.
Liz Lee, diretora associada da Counterpoint, afirma que o modelo é vendido com margens de lucro próximas de zero, sendo o dispositivo uma demonstração da capacidade técnica da big tech. A inovação no desenho do smartphone também fez com que a Samsung oferecesse a todos os clientes com um Galaxy Z TriFold um desconto único de 50% nos custos de reparo com a tela.
Os smartphones dobráveis viraram uma tendência, apesar de ainda serem produtos de nicho e representarem pouco mais de 1,5% de todas as vendas de smartphones em 2025.
Espera-se que a Apple também entre no jogo com seu próprio iPhone dobrável ainda em 2026, contudo, analistas do setor entendem que ele terá um tamanho inferior ao do Galaxy Z TriFold.
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