Um fluxo intenso de vento solar liberado por um enorme buraco coronal na atmosfera do Sol pode provocar tempestades geomagnéticas na Terra nesta sexta-feira (15). A expectativa é de que auroras boreais apareçam em regiões mais ao sul do que o habitual.
O que chama atenção é o tamanho do buraco coronal, que se estende do hemisfério norte ao hemisfério sul do Sol, atravessando a linha do equador solar. Esse tipo de formação, chamado de buraco coronal transequatorial, costuma estar associado a episódios mais fortes de atividade geomagnética.

Espetáculo começa nas primeiras horas da madrugada
Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o período mais intenso deve ocorrer entre meia-noite e 3h da manhã, no horário de Brasília. A previsão indica possibilidade de tempestade geomagnética de nível G2 – considerada moderada em uma escala que vai de G1 a G5.
Os efeitos da atividade solar podem continuar até sábado (16), já que o fluxo rápido de vento solar seguirá interagindo com o campo magnético da Terra. Esse choque entre partículas solares e a magnetosfera terrestre é o que provoca as tempestades geomagnéticas e também dá origem às auroras.
Durante eventos de nível G2, as luzes da aurora boreal podem ser vistas em áreas onde normalmente não aparecem. Se as condições forem favoráveis, moradores do norte dos Estados Unidos, como Nova York, Michigan, Minnesota, Montana e Washington, poderão observar o fenômeno no céu noturno.

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Efeitos podem ir muito além das auroras
Apesar da expectativa, especialistas lembram que auroras são difíceis de prever com precisão. A visibilidade depende de fatores como intensidade da tempestade geomagnética, quantidade de nuvens, escuridão do céu e a forma como o campo magnético terrestre reage ao vento solar.
Para aumentar as chances de observação, o ideal é que aqueles que estejam nas regiões privilegiadas procurem locais afastados das luzes urbanas e com horizonte livre na direção norte. Câmeras de smartphones também podem ajudar a registrar auroras mais fracas, já que os sensores conseguem captar detalhes que muitas vezes passam despercebidos a olho nu.
Além das auroras boreais, tempestades geomagnéticas G2 podem provocar pequenas oscilações em redes elétricas, interferências em comunicações por rádio e falhas temporárias em satélites e sistemas de GPS. Por isso, agências e operadores monitoram constantemente a atividade solar para minimizar possíveis impactos tecnológicos na Terra.
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