Startup japonesa desenvolve “relógio do envelhecimento” a partir da urina

Startup japonesa desenvolve “relógio do envelhecimento” a partir da urina

Pesquisadores da startup japonesa Craif Inc., em parceria com o Instituto de Inovação para a Sociedade do Futuro da Universidade de Nagoya, desenvolveram um novo relógio biológico capaz de estimar a idade biológica a partir de amostras de urina.

Na validação do método, as idades previstas ficaram, em média, a apenas 4,4 anos da idade cronológica — um resultado considerado promissor para aplicações em saúde preventiva.

Pílula para prevenir envelhecimento é testada pelo exército dos EUA
Método não invasivo pode apoiar estratégias de saúde preventiva – Imagem: sabinevanerp/Pixabay

O envelhecimento é um dos principais fatores associados ao surgimento de doenças crônicas, mas nem sempre acompanha o calendário. Enquanto algumas pessoas envelhecem mais lentamente, outras apresentam sinais biológicos precoces.

Por isso, ferramentas capazes de medir a idade biológica vêm ganhando destaque na pesquisa médica.

Um relógio molecular na urina

  • O estudo, publicado na revista npj Aging, utilizou aprendizado de máquina para analisar microRNAs presentes em vesículas extracelulares da urina.
  • As amostras foram coletadas de 6.331 participantes de um programa de rastreamento de câncer, com dados demográficos e de estilo de vida.
  • Após o sequenciamento genético, o modelo selecionou 407 microRNAs relevantes. Testes internos e externos mostraram margens médias de erro entre 4,4 e 5,1 anos, dependendo do conjunto analisado.
  • O desempenho foi superior ao de relógios baseados em RNAs sanguíneos, embora ainda ligeiramente inferior aos modelos baseados na metilação do DNA.
Novo teste de urina promete medir o ritmo do envelhecimento humano – Imagem: Master1305/Shutterstock

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Precisão, limites e aplicações futuras

Vinte microRNAs apresentaram alterações consistentes com o avanço da idade e foram associados a processos como senescência celular, disfunção mitocondrial e remodelação óssea.

O desempenho do modelo diminuiu em faixas etárias extremas — abaixo dos 25 e acima dos 80 anos —, o que sugere cautela no uso clínico nesses grupos.

Segundo os autores, trata-se do primeiro relógio de envelhecimento baseado em microRNAs urinários com potencial prático, abrindo caminho para avaliações menos invasivas do ritmo de envelhecimento e do risco associado a doenças.

Novo biomarcador pode transformar a forma de medir o envelhecimento – Imagem: Shutterstock/Sultan Amir

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