União Europeia cria app de verificação para barrar jovens de redes sociais

União Europeia cria app de verificação para barrar jovens de redes sociais

A Comissão Europeia anunciou, nesta quarta-feira (15), que o seu aplicativo oficial de verificação de idade para plataformas online está pronto e será disponibilizado em breve. 

A ferramenta surge como resposta à pressão de estados-membros da União Europeia (UE) para restringir o acesso de menores às redes sociais, em meio a crescentes preocupações com a saúde e segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital.

“Estamos avançando com toda a rapidez e determinação na aplicação das nossas normas europeias”, disse a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, durante coletiva de imprensa. “Responsabilizamos as plataformas online que não protegem as nossas crianças o suficiente.”

O software, compatível com dispositivos móveis e computadores, exigirá que os usuários façam o upload de passaportes ou documentos de identidade para confirmar a idade de forma anônima.

União Europeia busca padronização enquanto enfrenta desafios técnicos e legislativos

Pelo menos 12 nações europeias, incluindo países de fora do bloco como Noruega e Reino Unido, já discutem ou implementaram limites de idade que variam entre 13 e 16 anos para o uso de redes sociais. 

Para evitar confusão de regras diferentes, a chefe digital da UE, Henna Virkkunen, explicou que a ideia é criar um mecanismo de coordenação europeu. Esse sistema vai garantir que a verificação de idade seja aplicada de forma organizada nos países membros.

Cadeado com miniatura de bandeira da União Europeia sobre mapa da Europa para ilustrar Lei dos Serviços Digitais, DSA
Países da União Europeia discutem ou implementaram limites de idade para o uso de redes sociais – Imagem: Ivan Marc/Shutterstock

Apesar do otimismo das autoridades, existem barreiras tecnológicas difíceis de superar, como o uso de redes VPN para “mascarar” a localização e burlar bloqueios. Na Austrália, por exemplo, o uso dessas ferramentas disparou após a proibição do acesso de menores às redes

Membros da Comissão Europeia admitem que o aplicativo pode ser contornado. Mas defendem que ele funciona como uma barreira essencial para evitar que crianças sejam expostas a conteúdos inadequados de forma acidental.

O futuro dessa restrição no continente depende agora de definições políticas e técnicas mais profundas. 

Embora o Parlamento Europeu já tenha aprovado uma recomendação para que a idade mínima seja de 16 anos em toda a Europa, a lei ainda não é obrigatória. 

Uma decisão final sobre a legislação deve vir no terceiro trimestre de 2026, quando um painel de especialistas em segurança infantil apresentará suas recomendações oficiais à Comissão.

(Essa matéria usou informações da Reuters.)

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