A Volkswagen está preocupada com a queda dos valores de revenda de seus veículos no Brasil devido à entrada agressiva de montadoras chinesas com preços mais baixos, informou o presidente da empresa no país, Ciro Possobom, em entrevista concedida à Reuters nesta segunda-feira (18).
“Enquanto novos entrantes estão entrando de forma agressiva e colocando pressão descendente sobre os preços, acreditamos que estamos bem posicionados“, disse Possobom, acrescentando que a empresa não participará de uma guerra de preços com os concorrentes chineses.
As montadoras chinesas expandiram rapidamente no Brasil, ganhando participação de mercado com modelos elétricos e híbridos de preços mais baixos e intensificando a competição no maior mercado automotivo da região.

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Guerra no Irã tem impacto limitado nas operações da Volkswagen
- Possobom também comentou que a guerra no Irã teve impactos diretos e indiretos nas operações da Volkswagen, mas que, apesar das tensões geopolíticas, as interrupções na cadeia de suprimentos permanecem gerenciáveis e não levaram a aumentos nos preços dos veículos;
- A Volkswagen recorreu ao transporte aéreo de alguns componentes devido às incertezas nas rotas de navegação pelo Estreito de Hormuz. “Esperamos que a guerra termine em breve, especialmente porque importamos cerca de 20% das peças”, disse ele;
- A empresa não espera que a escassez de peças afete significativamente a produção ou os preços por enquanto, acrescentou Possobom;
- Ele se mostrou otimista sobre o desempenho recente do grupo, dizendo que abril foi um mês forte para a montadora no Brasil, superando os resultados do primeiro trimestre de 2026.
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