A Binance suspendeu temporariamente os saques de criptomoedas em sua plataforma como medida preventiva após registrar um incidente de segurança global. No Brasil, a operação local confirmou que os fundos dos clientes permanecem isolados e não foram comprometidos pela falha.
As operações de depósito em moeda fiduciária e os serviços de negociação continuam funcionando normalmente. O bloqueio afeta exclusivamente a retirada de ativos virtuais, que será restabelecida assim que a corretora concluir um processo de verificação de segurança na infraestrutura.
Recuperação de fundos e garantias
A corretora iniciou um trabalho de contenção em parceria com emissores de tokens, autoridades policiais e empresas de inteligência em blockchain. Esse esforço conjunto já resultou no rastreamento e congelamento de aproximadamente US$ 3 bilhões diretamente na rede (on-chain). A investigação preliminar da empresa aponta que não há evidências de vazamento de chaves privadas das carteiras.
Para mitigar o risco de insolvência perante os clientes, a Binance formou uma reserva financeira de US$ 6,34 bilhões destinada a cobrir as vulnerabilidades deixadas pelo incidente. Desse total, US$ 5 bilhões estão alocados exatamente nos mesmos tokens afetados pelo ataque. A empresa declarou que cobrirá qualquer perda direta com capital próprio, o que inclui a utilização do fundo de proteção SAFU (Secure Asset Fund for Users).
Operação local e Prova de Reservas

A BBrasil SPSAV LTDA., entidade jurídica que representa a Binance no Brasil, detalhou as camadas de proteção que resguardam os usuários do país. Os recursos seguem os requisitos de segregação estabelecidos pelo Banco Central do Brasil. Além disso, os ativos virtuais sob custódia local são mantidos em cold wallets, carteiras físicas que operam desconectadas da internet e adicionam uma barreira contra invasões remotas.
A próxima etapa da resposta ao incidente envolve a comprovação criptográfica de que o capital dos clientes está intacto. A corretora planeja publicar uma nova Prova de Reservas na segunda-feira (2 de novembro). O procedimento permitirá que qualquer usuário audite individualmente a custódia de suas criptomoedas para confirmar que os saldos não sofreram alterações.
Um relatório técnico completo com os detalhes da vulnerabilidade explorada e as correções aplicadas será publicado apenas após a conclusão das investigações e a normalização dos saques.
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