Um novo problema de conectividade no WSL está afetando desenvolvedores e profissionais de TI que dependem do Windows Subsystem for Linux (WSL) para trabalhar com redes corporativas. Após a instalação de certas atualizações do Windows 11, usuários relatam que não conseguem se conectar a VPNs corporativas, comprometendo fluxos de trabalho essenciais. Neste artigo, detalhamos as atualizações envolvidas, a causa técnica, os perfis de usuários afetados e os próximos passos da Microsoft.
O WSL permite executar distribuições Linux dentro do Windows de forma nativa, sendo fundamental para profissionais que precisam combinar ferramentas Linux e Windows em ambientes de trabalho. Ao mesmo tempo, a conectividade via VPN corporativa garante acesso seguro a servidores, sistemas internos e ferramentas críticas, especialmente para empresas que adotam modelos de trabalho remoto ou híbrido. A falha, portanto, impacta diretamente a produtividade e a continuidade operacional.
Com a crescente utilização do WSL em ambientes profissionais, entender e solucionar problemas de conectividade da VPN no WSL é essencial para evitar interrupções em tarefas de desenvolvimento, suporte e operações de TI.
O que está quebrando: atualizações e o WSL

O problema foi detectado em sistemas Windows 11 que receberam as atualizações KB5067036 e KB5072033, lançadas recentemente para melhorias de segurança e estabilidade. Essas atualizações alteraram o gerenciamento de rede no WSL, principalmente quando configurado em modo de rede espelhada.
O WSL 2 utiliza um kernel Linux completo dentro do Windows, criando uma interface virtual que permite executar aplicativos Linux com alta performance. No modo de rede espelhada, a máquina virtual compartilha a interface de rede do Windows, permitindo que ferramentas como VPNs corporativas funcionem de forma integrada. Após as atualizações, a interface virtual deixou de responder corretamente às solicitações de rede da VPN, bloqueando o acesso a recursos internos.
A causa técnica: falha no ARP
A falha está ligada ao protocolo ARP (Address Resolution Protocol), responsável por mapear endereços IP para endereços MAC dentro da rede local. Esse mapeamento é essencial para que os pacotes de dados cheguem ao destino correto.
No contexto do WSL, a interface virtual do Linux depende do ARP para rotear o tráfego através da VPN. Com a atualização, a interface da VPN dentro do WSL deixou de responder às solicitações ARP do Windows, resultando em erros de roteamento e falha na comunicação com a rede corporativa. Usuários relatam mensagens como “Sem rota para o host“, indicando que o tráfego não consegue alcançar os servidores internos.
Impacto e usuários afetados
A falha afeta principalmente usuários corporativos que utilizam VPNs de terceiros, como Cisco Secure Client e OpenVPN. Desenvolvedores que precisam compilar código, acessar repositórios internos ou executar scripts de automação encontram interrupções diretas no fluxo de trabalho.
Equipes de suporte remoto e engenheiros que dependem de conectividade constante podem enfrentar atrasos críticos e dificuldade em manter ambientes sincronizados. O erro “Sem rota para o host” é o sintoma mais comum, refletindo a incapacidade do WSL de rotear o tráfego corretamente através da VPN.
O que a Microsoft diz e próximos passos
A Microsoft reconheceu o problema e está investigando a falha que afeta o WSL e a conectividade via VPN. Ainda não há patch oficial, e a empresa recomenda que os usuários afetados monitorem canais de atualização e suporte para receber a correção assim que estiver disponível.
Enquanto isso, medidas paliativas incluem evitar atualizações recentes em máquinas críticas, testar alternativas de configuração da VPN ou utilizar dispositivos separados para tarefas que exigem acesso à rede corporativa. Essas soluções, porém, são temporárias e não resolvem a falha de forma definitiva.
Conclusão e impacto
A falha de conectividade no WSL evidencia como pequenas alterações em atualizações podem impactar diretamente a produtividade corporativa. O problema bloqueia o acesso a recursos essenciais e reforça a importância de estratégias de mitigação e de testes rigorosos antes de aplicar patches críticos.
A comunidade de desenvolvedores e profissionais de TI deve acompanhar de perto as atualizações da Microsoft, compartilhar experiências e buscar alternativas temporárias de conectividade enquanto a solução definitiva não é liberada.