O iPad dobrável voltou ao centro das atenções após novos rumores indicarem que a Apple estaria avançando no desenvolvimento de um dispositivo híbrido de grande formato, com cerca de 18 polegadas quando totalmente aberto. O projeto reacende a expectativa em torno de um possível salto da empresa para a categoria de telas flexíveis, um segmento que já vem sendo explorado por fabricantes asiáticos há alguns anos.
Enquanto o foco recente da indústria parecia estar nos smartphones dobráveis e até mesmo em laptops híbridos, a ideia de um tablet expansível da Apple reposiciona a discussão. O suposto dispositivo combina características de notebook e tablet, e poderia representar uma nova fase do ecossistema da empresa.
Segundo os rumores, esse projeto estaria ganhando força sob a liderança de John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da Apple, visto internamente como um possível sucessor natural de Tim Cook. Nesse cenário, o iPad dobrável seria uma espécie de “projeto dos sonhos” da nova geração de engenharia da empresa.
O conceito do iPad dobrável de 18 polegadas e o dispositivo híbrido
O conceito do iPad dobrável de 18 polegadas gira em torno de um dispositivo que, fechado, teria dimensões próximas às de um MacBook Air de 13 polegadas, mas que ao ser aberto revelaria uma tela única de grande proporção, sem dobradiça visível no centro.
A proposta seria eliminar a necessidade de uma tela externa adicional, apostando em uma experiência contínua. Esse painel seria fornecido pela Samsung, que já atua como uma das principais fabricantes globais de displays OLED flexíveis.
O grande diferencial desse tablet dobrável da Apple estaria na tentativa de unir produtividade e mobilidade em um único formato. A ideia é que o usuário possa alternar entre modos de uso, como leitura, edição de documentos e até substituição parcial de um notebook tradicional.
Além disso, rumores apontam que o sistema operacional seria uma evolução do iPadOS, com elementos mais próximos do macOS, reforçando a fusão entre categorias.

Hardware compartilhado com o iPhone ultra
Outro ponto especulado é a possível sinergia entre o iPad dobrável e futuras gerações de hardware da linha iPhone. Parte da engenharia de dobradiças avançadas e controle de tensão da tela poderia ser compartilhada com o suposto iPhone Ultra, ainda não oficializado.
Esse sistema teria como objetivo reduzir o problema mais crítico dos dispositivos flexíveis: o vinco central. A Apple estaria investindo em mecanismos de articulação com múltiplos eixos e materiais compostos para suavizar a curvatura da tela ao longo do tempo.
Se confirmado, isso colocaria o projeto em um nível de complexidade superior ao atual mercado de dobráveis, elevando o padrão de durabilidade e precisão mecânica.
A Apple está correndo atrás do prejuízo no iPad dobrável
Apesar do entusiasmo em torno do conceito, o mercado já não é mais novo nesse tipo de inovação. Fabricantes asiáticos como a Huawei já possuem soluções comerciais mais maduras, como o MateBook Fold, que explora o conceito de notebook dobrável com tela expansiva há cerca de um ano.
Esse avanço coloca a Apple em uma posição delicada: ao mesmo tempo em que mantém sua reputação de refinamento e consistência, também enfrenta a percepção de atraso em uma categoria que evolui rapidamente.
No ecossistema Android e HarmonyOS, interfaces já foram adaptadas para telas maleáveis, permitindo transições mais fluidas entre modos de uso. Isso pressiona a Apple a entregar não apenas um hardware inovador, mas também uma experiência de software igualmente otimizada.
Desafios de preço e o fantasma do adiamento
Outro fator crítico para o iPad dobrável de 18 polegadas é o custo. Se o atual iPad Pro já ocupa a faixa premium do mercado, um modelo dobrável com tecnologia avançada de tela flexível, materiais reforçados e engenharia de precisão poderia ultrapassar facilmente os valores tradicionais da categoria.
Além disso, os rumores mais consistentes indicam que o projeto ainda está longe de uma versão final. Estimativas apontam para um possível lançamento apenas entre 2028 e 2029, devido aos gargalos de produção e à dificuldade de eliminar completamente o vinco visível em telas dobráveis de grande porte.
Esse adiamento também sugere que a Apple ainda está refinando não apenas o hardware, mas o próprio conceito de uso. Afinal, transformar um tablet gigante em um dispositivo realmente prático exige mais do que apenas inovação visual.
O futuro das telas infinitas
O ressurgimento do iPad dobrável reforça uma tendência clara da indústria: a busca por dispositivos que eliminem fronteiras entre categorias. Tablets, notebooks e até mesmo desktops portáteis começam a convergir para formatos mais flexíveis e adaptáveis.
No entanto, ainda há uma questão em aberto: o mercado realmente quer telas maiores e dobráveis no uso diário, ou isso continua sendo uma vitrine tecnológica?
Se a Apple conseguir resolver os desafios de durabilidade, custo e experiência de software, o tablet dobrável da Apple pode inaugurar uma nova categoria de computação pessoal. Caso contrário, pode acabar como mais um experimento avançado em um mercado já saturado de protótipos promissores.