MacBook Neo: o novo laptop de US$ 599 da Apple que aposta no chip A18 Pro para redefinir o Mac de entrada

MacBook Neo: o novo laptop de US$ 599 da Apple que aposta no chip A18 Pro para redefinir o Mac de entrada

O MacBook Neo chegou como uma das maiores surpresas recentes do mercado de computadores. Ao anunciar um Mac de entrada por US$ 599, a Apple sinaliza uma mudança estratégica clara: voltar a competir agressivamente no segmento de laptops acessíveis, algo que a empresa praticamente abandonou nos últimos anos.

Logo no primeiro olhar, o MacBook Neo chama atenção por combinar preço baixo com tecnologias típicas do ecossistema da Apple. O dispositivo utiliza uma versão modificada do chip A18 Pro, conhecido por equipar iPhones de alto desempenho, além de introduzir mudanças curiosas em componentes importantes como o trackpad multitoque e o conjunto de portas USB-C.

No entanto, o novo laptop barato da Apple também levanta questionamentos. Para alcançar o preço de US$ 599 (cerca de R$ 3,1 mil), a empresa precisou fazer escolhas técnicas controversas, incluindo limitações de conectividade e algumas decisões de design que podem dividir opiniões. O nome “Neo”, nesse contexto, parece representar uma nova fase para os Macs, focada em acessibilidade e integração com o ecossistema da marca.

O chip A18 Pro no Mac: potência de iPhone, alma de desktop

O coração do MacBook Neo é o A18 Pro, um chip originalmente projetado para smartphones, mas adaptado para uso em um computador portátil. A estratégia não é exatamente inédita para a Apple, que desde a transição para Apple Silicon vem unificando suas arquiteturas de chips entre iPhone, iPad e Mac.

Fabricado no avançado processo de 3 nanômetros, o A18 Pro oferece alta eficiência energética e desempenho impressionante para um chip desse porte. Essa arquitetura permite que o MacBook Neo entregue uma combinação interessante de autonomia de bateria e performance consistente em tarefas cotidianas, como navegação, edição de documentos e consumo de mídia.

Apesar de ser um laptop de entrada, o chip ainda traz tecnologias modernas como Neural Engine dedicado para inteligência artificial. Isso significa que recursos ligados ao Apple Intelligence, a nova camada de IA da Apple, podem rodar localmente no dispositivo com relativa eficiência.

Na prática, essa decisão permite que a Apple reutilize a cadeia de produção de chips móveis para reduzir custos, ao mesmo tempo em que amplia a presença do macOS em dispositivos mais baratos.

MacBook Neo

O mistério da GPU de 5 núcleos

Um dos detalhes mais curiosos do MacBook Neo está na configuração gráfica do A18 Pro. Enquanto a versão presente no iPhone 16 Pro possui uma GPU mais robusta, o chip utilizado no laptop parece ter passado por um processo de binning.

O binning é uma técnica comum na indústria de semicondutores. Chips que não atingem a especificação máxima são vendidos com parte dos núcleos desativados, criando versões mais baratas do mesmo processador.

No caso do MacBook Neo, a GPU aparece com 5 núcleos ativos, um número inferior ao modelo completo. Isso reduz custos de produção e consumo energético, mas também limita o desempenho gráfico em tarefas mais pesadas.

Para o público-alvo do laptop, como estudantes e usuários domésticos, essa limitação provavelmente não será um problema significativo. Porém, usuários que pretendem rodar aplicativos profissionais ou jogos mais exigentes podem sentir a diferença.

Mesmo assim, o Neural Engine continua completo e poderoso. Isso significa que tarefas envolvendo aprendizado de máquina, reconhecimento de imagem e recursos de IA integrada continuam sendo executadas com eficiência.

Inovação no trackpad: o fim do clique puramente simulado?

Outro elemento surpreendente no MacBook Neo é a mudança no design do trackpad multitoque.

Nos últimos anos, a Apple adotou um sistema chamado Force Touch, em que o clique do trackpad é simulado por motores hápticos. Na prática, o usuário sente uma vibração que imita um clique físico, mesmo que o componente não se mova.

No novo laptop, a empresa parece ter introduzido um sistema híbrido. O trackpad multitoque agora possui um mecanismo físico capaz de ser pressionado em qualquer ponto da superfície, eliminando o antigo design conhecido como “prancha de mergulho”.

Esse tipo de construção traz algumas vantagens importantes.

Primeiro, o clique se torna mais consistente em toda a área do trackpad. Segundo, a sensação tátil tende a ser mais natural para usuários acostumados a botões físicos.

Essa mudança também pode ter sido motivada por fatores de custo. Um sistema híbrido pode ser mais barato de produzir em larga escala do que o mecanismo totalmente háptico usado nos MacBooks premium.

Para quem utiliza gestos e navegação intensa no macOS, o novo trackpad multitoque pode se tornar um dos diferenciais mais interessantes do MacBook Neo.

Economia e limitações: o polêmico USB 2.0 em 2026

Se algumas escolhas técnicas do MacBook Neo impressionam, outras geram críticas.

A mais controversa delas é a presença de uma porta USB-C limitada ao padrão USB 2.0. Em pleno 2026, isso significa uma velocidade de transferência muito inferior aos padrões modernos.

Na prática, usuários que pretendem transferir grandes arquivos, utilizar SSDs externos rápidos ou conectar periféricos avançados podem se frustrar com essa limitação.

Outro ponto ainda mais polêmico é a ausência de suporte para monitor externo através dessa porta. Isso significa que o MacBook Neo foi projetado principalmente para uso com sua própria tela integrada.

Essa decisão parece ter sido tomada para simplificar o design da placa lógica e reduzir custos de licenciamento de controladores mais avançados.

Ainda assim, muitos analistas consideram essa uma das maiores concessões feitas pela Apple para atingir o preço de US$ 599.

Por outro lado, para estudantes ou usuários que utilizam o laptop basicamente para estudo, navegação e consumo de conteúdo, a limitação pode não ser tão crítica.

Conclusão: vale a pena o investimento?

O MacBook Neo representa uma jogada estratégica interessante da Apple. Ao lançar um Mac de entrada de 599 dólares, a empresa amplia o acesso ao macOS e tenta conquistar um público que normalmente optaria por laptops Windows baratos ou até mesmo tablets avançados.

O dispositivo entrega pontos positivos claros, como o eficiente A18 Pro, integração com Apple Intelligence, excelente autonomia de bateria e um novo trackpad multitoque com design aprimorado.

Por outro lado, as limitações são reais. A presença de USB-C com padrão USB 2.0, a GPU reduzida e a ausência de suporte a monitores externos mostram que o preço agressivo exigiu sacrifícios técnicos.

Mesmo assim, para estudantes, usuários domésticos e pessoas que desejam entrar no ecossistema da Apple sem gastar muito, o MacBook Neo pode se tornar uma opção extremamente atraente.