A interface do ChatGPT mobile sempre foi um dos pontos mais elogiados do aplicativo, especialmente pela rapidez no acesso a recursos como envio de imagens, arquivos e capturas de câmera. No entanto, um vazamento do ChatGPT 2026 ligado à versão 1.2026.006 para Android indica que a OpenAI está testando uma reformulação significativa no menu de anexos. A proposta visual é mais limpa e alinhada ao design moderno do app, mas a mudança levanta dúvidas importantes sobre usabilidade, principalmente entre usuários avançados e profissionais que dependem do ChatGPT no dia a dia.
A nova abordagem segue uma tendência clara de unificação visual entre plataformas, mas também expõe um conflito clássico entre simplicidade estética e eficiência operacional. A seguir, analisamos em detalhes o que mudou, por que parte da comunidade pode se frustrar e qual o impacto real dessa atualização do ChatGPT Android na experiência de uso.
O que muda no novo menu de anexos do ChatGPT
A principal alteração está na forma como o menu de anexos ChatGPT é apresentado. Em vez de múltiplos ícones visíveis ao redor da caixa de texto, a OpenAI passa a priorizar um layout mais organizado e discreto, reduzindo a poluição visual da interface.
Consolidação de opções em lista rolável
Na versão vazada, as opções de anexos foram consolidadas em uma lista vertical rolável, acessada a partir de um único botão. Funções como enviar imagens, arquivos, usar a câmera ou capturar áudio deixam de aparecer como atalhos fixos e passam a viver dentro desse menu unificado. Do ponto de vista de design, a mudança faz sentido, o layout fica mais limpo, consistente e menos intimidador para novos usuários. Porém, para quem já domina o aplicativo, essa consolidação representa mais etapas para realizar tarefas simples, exigindo cliques adicionais e, em alguns casos, rolagem para encontrar o recurso desejado.

Atalhos diretos acima da caixa de entrada
Como tentativa de compensação, a OpenAI adicionou alguns atalhos contextuais acima da caixa de entrada. Esses botões aparecem dinamicamente conforme o tipo de conversa ou o último recurso utilizado, oferecendo acesso rápido a funções específicas. Na teoria, isso reduz a fricção, mas na prática o comportamento ainda parece imprevisível. Usuários avançados tendem a preferir controles fixos e previsíveis, especialmente em fluxos de trabalho repetitivos, o que pode transformar esses atalhos dinâmicos em um ponto de confusão em vez de ganho de produtividade.
Por que a mudança divide opiniões entre os usuários
A reação inicial à nova interface do ChatGPT mobile tende a ser polarizada. Para usuários casuais, a experiência fica mais simples, menos carregada e visualmente agradável. Para power users, o cenário é outro. A economia de espaço visual vem acompanhada de um custo claro, mais interações para acessar funções que antes estavam a um toque de distância. Em tarefas frequentes, como envio constante de imagens, PDFs ou capturas de tela, essa diferença de um ou dois cliques se acumula rapidamente, afetando a eficiência.
Outro ponto sensível é a quebra de memória muscular. Usuários que utilizam o ChatGPT profissionalmente já internalizaram a posição dos ícones e a lógica do menu atual. Alterar esse padrão sem oferecer um modo alternativo ou opção de personalização tende a gerar frustração, mesmo que a nova solução seja tecnicamente mais elegante. Em termos de UX, trata-se de uma escolha que favorece novos públicos, mas arrisca alienar parte dos usuários mais engajados, justamente aqueles que mais exploram os recursos avançados da plataforma.
Unificação entre web e mobile
Um dos objetivos mais claros dessa mudança é a unificação da experiência entre o ChatGPT web e o aplicativo móvel. A OpenAI vem buscando padronizar interações, menus e fluxos, reduzindo a curva de aprendizado ao alternar entre dispositivos. O novo menu de anexos ChatGPT segue a mesma lógica de agrupamento vista em versões recentes da interface web, reforçando a identidade visual e funcional do produto.
Do ponto de vista estratégico, essa unificação fortalece a marca e simplifica a manutenção do aplicativo. Menos variações de interface significam menos inconsistências e maior escalabilidade no lançamento de novos recursos. Ainda assim, mobile e desktop têm contextos de uso diferentes. O que funciona bem em telas grandes, com mouse e teclado, nem sempre é ideal em telas pequenas, onde velocidade e acesso direto são fatores críticos. A aposta da OpenAI é clara, priorizar consistência global mesmo que isso exija adaptações dos usuários mais experientes.
Conclusão e o que esperar da versão estável
O vazamento da versão 1.2026.006 mostra que a OpenAI está disposta a mexer em um dos pilares mais sensíveis do ChatGPT, sua interface. A nova interface do ChatGPT mobile é mais limpa, moderna e alinhada ao ecossistema visual da empresa, mas cobra um preço em termos de agilidade para usuários avançados. Se chegar à versão estável sem ajustes, a mudança pode redefinir a forma como o aplicativo é percebido por profissionais e entusiastas de IA no Android.
Ainda há espaço para refinamentos, como permitir a personalização do menu, fixar atalhos favoritos ou oferecer um modo avançado opcional. Se a OpenAI conseguir equilibrar simplicidade e eficiência, a atualização tem potencial para agradar a ambos os públicos. Caso contrário, a sensação de retrocesso funcional pode pesar mais do que o ganho estético.