Tudo o que sabemos sobre Aluminium OS: O fim do ChromeOS e a ascensão do Android Desktop

Tudo o que sabemos sobre Aluminium OS: O fim do ChromeOS e a ascensão do Android Desktop

A investigação confirma que o Google está executando uma mudança estratégica massiva e irreversível: a fusão do ecossistema de laptops sob o guarda-chuva do Android, abandonando o kernel ChromeOS tradicional. O projeto, codinome “Aluminium” (ou “Project Aluminium”), não é apenas um rumor, mas uma realidade exposta por vazamentos em rastreadores de bugs do próprio Google e documentos judiciais federais dos EUA. O estado atual é de desenvolvimento ativo (Alpha/Internal Testing), com pilotos previstos para breve, mas a morte do ChromeOS será lenta e dolorosa, estendendo-se até a próxima década.

Informações confirmadas (Oficial & Judicial)

  • Vazamento via Bug Tracker: A existência do sistema foi confirmada acidentalmente quando engenheiros do Google postaram um vídeo no Chromium Issue Tracker (fórum público de bugs). O vídeo mostrava um HP Elite Dragonfly (hardware x86) rodando uma build do Android 16 fortemente modificada para desktop, identificada internamente como “Aluminium”.
  • Documentos Antitruste (US v. Google): A fonte mais sólida sobre o cronograma não veio de um leaker, mas do Departamento de Justiça dos EUA. Documentos revelados no processo antitruste mostram que o Google planeja a “eliminação gradual” (phase out) do ChromeOS.
  • A “Data da Morte”: Os advogados do Google estipularam 2034 como o ano final de suporte ao ChromeOS. Isso se deve a contratos de suporte de longo prazo (10 anos) com escolas e empresas que compram Chromebooks hoje. O ChromeOS não vai “desaparecer amanhã”, ele entra em modo de manutenção zumbi.
  • Isenção Legal: O juiz Amit Mehta isentou dispositivos “Aluminium” de certas sanções antitruste, classificando-o legalmente como um sucessor distinto, o que blinda a estratégia comercial do Google para este novo SO.

Vazamentos e especulações (Alta probabilidade)

  • A Base Técnica (Android 16 + Linux): Fontes do Android Authority e análises do código vazado sugerem que o Aluminium é, na essência, o Android 16 rodando sobre um kernel Linux mainline, mas com uma stack gráfica totalmente nova para suportar janelas flutuantes (windowing) estilo Windows/macOS.
  • Adeus, Web-First; Olá, NPU: Diferente do ChromeOS, que foca na nuvem, o Aluminium exigirá hardware local robusto. Vazamentos indicam requisitos de NPU (Unidade de Processamento Neural) para rodar o Gemini nativamente no sistema, sugerindo que os atuais Chromebooks baratos de entrada não serão atualizados para o Aluminium.
  • Visual Híbrido: O vídeo vazado (analisado pelo 9to5Google) mostra uma barra de tarefas flutuante, central de notificações estilo Android, mas com gerenciamento de janelas livre. É a fusão visual do macOS com o Material You do Android.
  • Suporte x86: O teste no HP Elite Dragonfly prova que o Google está fazendo o Android rodar nativamente em processadores Intel/AMD (x86), algo que o Android tradicionalmente faz mal. Isso é crucial para rodar softwares legados e jogos via camadas de tradução (similar ao Rosetta da Apple).

Previsão de lançamento

O cronograma vazado nos documentos judiciais contradiz os rumores de um lançamento imediato:

  • Late 2026: Início do programa para “Testadores Comerciais Confiáveis” (Provável Beta Fechado para parceiros como HP, Dell, Lenovo). Possível lançamento limitado para consumidores entusiastas (Pixel Laptop?).
  • 2028: Lançamento Geral (General Availability) para os setores de Educação e Empresas. É aqui que a substituição em massa começa.
  • 2028 – 2034: Período de transição. O ChromeOS continua recebendo updates de segurança, mas sem novos recursos, até ser desligado em 2034.

Fontes consultadas