Empresas agora podem padronizar, auditar e manter Linux dentro do Windows com as mesmas exigências de governança aplicadas a servidores e estações de trabalho. Com o Ubuntu Pro no WSL, instâncias do Ubuntu 24.04 LTS ganham até 15 anos de suporte e manutenção de segurança, além de opções de gestão centralizada e um caminho claro para compliance.
A mudança reposiciona o WSL: ele deixa de ser apenas um atalho para desenvolvimento e passa a ter condições de operar sob controle formal de TI, reduzindo o risco de times usando distribuições e dependências sem supervisão.
Destaques
- Até 15 anos de atualizações e correções de segurança no Ubuntu 24.04 LTS dentro do WSL.
- Cobertura ampliada de OSS, com manutenção de segurança para mais de 23.000 pacotes.
- Gestão via Landscape (com recursos em fase beta) e distribuição corporativa via MSIX na Microsoft Store, com suporte a Intune e políticas corporativas.
O fim do “Linux clandestino” nas empresas: governança e auditoria no WSL
WSL sempre foi popular entre desenvolvedores, mas, em muitos ambientes corporativos, ele cresceu como um “Linux paralelo”: imagens diferentes por máquina, versões sem padronização, dependências baixadas “na pressa” e pouca visibilidade para auditoria.
Com o Ubuntu Pro no WSL, a proposta é atacar diretamente os pontos que travavam a adoção empresarial:
- Suporte estendido garantido (horizonte de 15 anos, alinhado à estratégia de longo prazo).
- Evidências de conformidade mais consistentes por meio de manutenção contínua e políticas.
- Redução de risco de dependências abertas sem controle, já que o Pro amplia cobertura e correções.
Na prática, a TI ganha argumento e ferramenta para tratar o WSL como parte do parque gerenciado, em vez de uma “zona cinzenta” de desenvolvimento.
Recursos técnicos: segurança, CVEs e manutenção de stacks críticos
O Ubuntu Pro para WSL foi desenhado para atender requisitos típicos de ambientes regulados e de alto controle operacional. O pacote de valor está centrado em segurança contínua:
- Patches de segurança estendidos para pacotes dos repositórios oficiais.
- Correções contínuas de vulnerabilidades (CVEs), com manutenção ao longo do ciclo ampliado.
- Manutenção prolongada de linguagens e ferramentas-chave, com destaque para Python, Go e Rust, comuns em pipelines modernos.
- Mitigação de risco em cadeias de dependência, reduzindo exposição quando bibliotecas e componentes precisam permanecer suportados por mais tempo.
Isso é particularmente relevante em cenários de compliance, nos quais a organização precisa demonstrar que o ambiente recebe correções e permanece dentro de uma janela formal de suporte.
Gestão centralizada: Landscape e políticas corporativas
A Canonical adicionou a possibilidade de administrar instâncias do Ubuntu Pro em WSL via Canonical Landscape, com foco em visibilidade e padronização.
⚠️ Limitação: a gestão via Landscape está em fase beta, portanto é prudente avaliar maturidade operacional antes de tratar como pilar único de governança.
Mesmo assim, o ganho é significativo para operações que precisam:
- Supervisionar conformidade com políticas de segurança.
- Verificar configurações por host Windows.
- Centralizar inventário e postura em ambientes híbridos Windows e Linux.
Cobertura ampliada de software open source: mais do que o LTS “padrão”
Um ponto crítico para governança é a abrangência. O Ubuntu Pro amplia o escopo de manutenção de segurança para mais de 23.000 pacotes, além do conjunto típico de um LTS padrão.
A própria descrição do produto destaca exemplos comuns no ambiente corporativo, como Node.js, WordPress, Docker e MySQL, reforçando o posicionamento do Pro como uma camada de segurança e manutenção mais abrangente para software de código aberto no dia a dia.
Integração com o ecossistema Microsoft: distribuição, controle e redução de atrito
A abordagem de distribuição foi pensada para o fluxo corporativo do Windows:
- Entrega via pacote MSIX pela Microsoft Store.
- Possibilidade de instalação e configuração via Intune.
- Aplicação de políticas corporativas e alinhamento com práticas de diretório e administração.
- Opção de baixar imagens para distribuição interna em ambientes com restrições, como redes atrás de firewalls corporativos.
🏢 Enterprise: a combinação MSIX + Intune + políticas corporativas aproxima o WSL do modelo de endpoint gerenciado, ajudando a eliminar o “cada dev por si” e reduzindo o shadow IT.
O resultado é menos fricção para TI: em vez de bloquear o WSL por falta de governança, a organização passa a ter um caminho formal de padronização.
Preço e disponibilidade: pessoal grátis, empresa com suporte e garantias
O Ubuntu Pro no WSL segue um modelo dual:
- Uso pessoal com assinatura gratuita, nos mesmos moldes do Ubuntu Pro padrão.
- Planos corporativos pagos, especialmente para quem precisa de garantias e atendimento formal.
Para times profissionais, há ainda o Ubuntu Pro + Support, com suporte por tickets, assistência por telefone e atendimento voltado a quem usa o WSL como ambiente primário de trabalho.
💡 Dica: se o objetivo é padronizar o parque corporativo, comece definindo uma política clara: quem pode usar WSL, quais imagens são permitidas e como o ciclo de atualização será auditado.
⚖️ Veredito: ao levar suporte de longo prazo, correções de segurança e opções de gestão para dentro do WSL, a Canonical fortalece o argumento de que o WSL pode ser tratado como plataforma corporativa, desde que a empresa aplique governança e aceite as limitações naturais de componentes ainda em maturação, como a gestão via Landscape em beta.