Os filmes que completam 10 anos em 2026 ajudam a contar a história recente do cinema. Em 2016, o público foi presenteado com produções que misturaram inovação, nostalgia e ousadia, marcando não só o ano, mas toda uma geração de cinéfilos.
De musicais modernos a épicos de guerra, passando por super-heróis, animações e terror sobrenatural, aqueles lançamentos de 2016 seguem vivos na memória e ainda são assunto em listas, debates e maratonas de fim de semana.
Uma década depois, muitos desses filmes já podem ser considerados “clássicos recentes do cinema”, influenciando novas produções, rendendo continuações, spin-offs e conquistando espaço em rankings de melhores filmes por veículos especializados.
Enquanto novas obras chegam aos cinemas e ao streaming todos os anos, revisitar as produções que completam uma década em 2026 é uma forma de entender por que 2016 foi um ano tão forte para a indústria e por que essas histórias ainda ressoam tão intensamente hoje.

10 filmes que completam 10 anos em 2026
A seguir, relembre 10 filmes lançados em 2016 que marcaram o público, a crítica e a cultura pop, e que em 2026 oficialmente entram para o grupo das produções que completam uma década.
10 - La La Land (2016)
Lançado em 2016, La La Land – Cantando Estações rapidamente se tornou um fenômeno cultural.
O musical dirigido por Damien Chazelle mistura romance, melancolia e metalinguagem sobre o próprio cinema, acompanhando a história de Mia (Emma Stone), uma aspirante a atriz, e Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de jazz idealista, em Los Angeles.
O filme resgatou a tradição dos grandes musicais hollywoodianos, mas com um olhar contemporâneo e um final agridoce que pegou o público de surpresa.
Com trilha sonora marcante, fotografia vibrante e cenas coreografadas que se tornaram icônicas, La La Land dominou a temporada de premiações, foi presença constante em listas de críticos e rapidamente entrou no patamar de “favoritos pessoais” de muitos espectadores.
Hoje, é comum vê-lo citado entre os melhores filmes de todos os tempos segundo rankings de crítica e público, reforçando como esse “clássico recente” envelheceu bem ao longo dos últimos dez anos.
9 - Zootopia (2016)
Zootopia chegou aos cinemas em 2016 aparentando ser “apenas” mais uma animação divertida da Disney, mas surpreendeu ao entregar um comentário social afiado.
A trama acompanha a coelha Judy Hopps, primeira policial de sua espécie, e a raposa Nick Wilde em uma cidade habitada por animais antropomorfizados. Por trás do humor e dos visuais coloridos, o filme discute preconceito, estereótipos e desigualdades de forma acessível, mas nada simplista.
A produção se tornou referência quando o assunto é animação como ferramenta para tratar temas complexos, conquistando crianças e adultos.
Uma década depois, Zootopia continua relevante, seja pela profundidade inesperada de seu roteiro ou por ter ajudado a consolidar a fase recente de ouro da Disney nos anos 2010, frequentemente lembrada quando se fala em clássicos modernos que dominaram o cinema comercial.
8 - Moonlight (2016)
Poucos filmes de 2016 tiveram um impacto tão forte quanto Moonlight: Sob a Luz do Luar. Dirigido por Barry Jenkins, o longa acompanha três fases da vida de Chiron, um jovem negro em uma comunidade pobre de Miami, explorando identidade, masculinidade e vulnerabilidade de maneira sensível e poética.
A narrativa fragmentada, a fotografia hipnótica e as atuações marcantes transformaram o filme em um marco do cinema independente norte-americano.
O longa ficou eternizado também pelo episódio histórico no Oscar, quando venceu Melhor Filme após uma confusão no anúncio.
Mas, mais do que a curiosidade da premiação, o que permanece é a força da obra: dez anos depois, Moonlight segue sendo citado em discussões sobre representatividade, cinema autoral e obras que redefiniram o que significa ser um “filme premiado” na década de 2010.
7 - Deadpool (2016)
Quando Deadpool estreou em 2016, o cenário dos filmes de super-heróis já estava consolidado, com o público acostumado à fórmula do MCU e ao tom épico das grandes franquias.
Foi nesse contexto que o anti-herói interpretado por Ryan Reynolds explodiu nas bilheterias com um filme irreverente, violento, escrachado e cheio de quebras de quarta parede.
Dirigido por Tim Miller, o longa apostou em humor adulto e em um orçamento mais modesto, provando que ainda havia espaço para inovação dentro do gênero.
O sucesso de Deadpool abriu caminho para continuações, influenciou o tom de outras produções e reforçou a ideia de que adaptações de quadrinhos podiam ser mais ousadas, brincando com classificação indicativa e expectativas do público.
Uma década depois, o filme continua sendo revisitado como um divisor de águas para o subgênero dos super-heróis “politicamente incorretos”, algo que inclusive é lembrado em discussões sobre filmes que deveriam ter iniciado grandes franquias e aqueles que realmente conseguiram.
6 - A Chegada (2016)
Dirigido por Denis Villeneuve, A Chegada é o tipo de ficção científica que se apoia menos em explosões e mais em ideias.
O filme conta a história da linguista Louise Banks (Amy Adams), recrutada para se comunicar com alienígenas que chegam à Terra em naves misteriosas. O que começa como um típico contato extraterrestre se transforma em uma reflexão sobre linguagem, tempo, memória e escolhas pessoais.
O longa foi aclamado por equilibrar emoção e conceitos complexos, estabelecendo Villeneuve como um dos grandes autores da ficção científica contemporânea, posição que ele consolidaria em trabalhos posteriores.
Dez anos depois, A Chegada permanece como referência obrigatória quando se fala em “sci-fi inteligente” e em produções que desafiam o espectador, figurando lado a lado com títulos que frequentemente aparecem em listas como os melhores filmes das últimas décadas, segundo crítica e público (e até segundo a própria IA).
5 - Capitão América: Guerra Civil (2016)
Capitão América: Guerra Civil marcou um ponto de virada no Universo Cinematográfico da Marvel. Lançado em 2016, o filme colocou herói contra herói, dividindo os Vingadores em dois lados liderados por Steve Rogers (Chris Evans) e Tony Stark (Robert Downey Jr.).
Além de apresentar novos personagens importantes, como o Homem-Aranha de Tom Holland e o Pantera Negra de Chadwick Boseman, o longa consolidou a ideia de que filmes de super-heróis podiam discutir política, responsabilidade e consequências de forma mais séria.
O impacto de Guerra Civil foi enorme na cultura pop, definindo rumos narrativos para os anos seguintes do MCU e deixando cenas e diálogos que ainda rendem debates entre fãs.
Em retrospecto, 2016 é visto como um ano-chave para o gênero, algo que ganha ainda mais evidência quando olhamos para listas com os melhores filmes recentes e os destaques de cada ano, mostrando como essa fase do estúdio moldou a percepção do público sobre sagas longas no cinema.
4 - Esquadrão Suicida (2016)
Se Esquadrão Suicida dividiu opiniões em 2016, é inegável que o filme deixou sua marca. Dirigido por David Ayer, o longa reúne vilões e anti-heróis da DC em uma missão suicida para o governo, com destaque para personagens como Arlequina (Margot Robbie) e Pistoleiro (Will Smith).
Apesar das críticas à montagem e ao tom, o impacto visual e a construção de certas figuras, especialmente Arlequina, foram fortes o suficiente para transformar o filme em um fenômeno de cultura pop, impulsionando fantasias, produtos licenciados e spin-offs.
Ao longo dos anos, Esquadrão Suicida acabou assumindo um lugar curioso: ao mesmo tempo em que é lembrado por seus problemas, também é visto como ponto de partida para versões posteriores mais elogiadas dos mesmos personagens e do próprio conceito da equipe.
É um exemplo de como nem toda produção marcante precisa ser unanimidade para se tornar parte da memória coletiva de uma década de cinema.
3 - Invocação do Mal 2 (2016)
O terror também teve um ano forte em 2016, e Invocação do Mal 2 é uma das maiores provas disso. Dirigido por James Wan, o filme continua acompanhando os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren em um novo caso inspirado em eventos reais, desta vez na Inglaterra, com o famoso “poltergeist de Enfield”.
Com uma direção segura, atmosfera pesada e sequências de susto memoráveis, o longa ajudou a consolidar o chamado “Invocaverso” como uma das franquias de horror mais bem-sucedidas do período.
Uma década depois, Invocação do Mal 2 é frequentemente citado como um dos grandes títulos do terror moderno, citado ao lado de outros clássicos recentes em listas de filmes e séries em alta para maratonar no streaming.
Ele também ajudou a popularizar uma estética de horror sobrenatural mais elegante, que influenciou diversas produções nos anos seguintes.
2 - Até o Último Homem (2016)
Baseado em uma história real, Até o Último Homem, dirigido por Mel Gibson, reconstrói a trajetória de Desmond Doss (Andrew Garfield), um soldado que se recusa a portar armas na Segunda Guerra Mundial, mas atua como médico de combate e salva dezenas de vidas.
O filme equilibra drama de fé, dilemas éticos e sequências de batalha intensas, que impressionaram tanto o público quanto a crítica.
Além do sucesso de bilheteria, o longa se destacou na temporada de premiações, recebendo indicações a prêmios importantes e consolidando a performance de Andrew Garfield como uma das melhores de sua carreira.
Dez anos depois, Até o Último Homem continua a ser lembrado como um dos grandes filmes de guerra do século, frequentemente mencionado em listas e rankings que reavaliam o que o cinema produziu de mais impactante nesse período.
1 - Your Name (2016)
Fechando a lista, Your Name, de Makoto Shinkai, é talvez o exemplo perfeito de como um filme pode atravessar fronteiras culturais e se tornar um fenômeno global.
A animação japonesa conta a história de dois adolescentes, Mitsuha e Taki, que misteriosamente começam a trocar de corpo, criando uma conexão profunda que desafia tempo e espaço. O que poderia ser apenas uma comédia romântica adolescente se transforma em uma narrativa sofisticada sobre destino, memória e perda.
O sucesso foi estrondoso: Your Name quebrou recordes de bilheteria no Japão, conquistou fãs ao redor do mundo e ajudou a levar o anime a um novo patamar de visibilidade no circuito comercial internacional.
Uma década depois, o filme segue forte na cultura pop, influenciando outras animações, inspirando debates e figurando com frequência em listas dos 100 melhores filmes de todos os tempos segundo crítica e público.
Por que revisitar os filmes de 2016 em 2026?
Olhar para esses filmes que fazem 10 anos em 2026 é, ao mesmo tempo, um exercício de nostalgia e de compreensão do quanto o cinema mudou em uma década.
De musicais e animações a super-heróis, terror, ficção científica e drama de guerra, 2016 foi um ano diverso, capaz de agradar tanto ao grande público quanto à crítica especializada.
Muitas dessas produções se transformaram em referência, ajudando a moldar tendências que ainda vemos em cartaz nos cinemas e nas plataformas de streaming.
Se você gosta de revisitar clássicos recentes ou de comparar como o cinema de hoje dialoga com o que era feito há dez anos, essa é a hora perfeita para montar uma maratona.
E, depois de conferir essa lista de produções que completam uma década em 2026, vale seguir explorando o Minha Série para descobrir outros títulos que entraram para a história do audiovisual e seguem conquistando novas gerações de espectadores!