Amazon é processada por enganar anunciantes na loja; empresa rebate acusação

Amazon é processada por enganar anunciantes na loja; empresa rebate acusação

A Amazon foi processada pela Federal Trade Commission (FTC), o órgão fiscalizador de atividades comerciais dos Estados Unidos. A entidade acusa a companhia de enganar anunciantes que promovem produtos na loja digital.

A denúncia foi formalizada nesta segunda-feira (31) e tem a participação de procuradores-gerais de 22 estados. A Amazon já se pronunciou oficialmente e rejeita as alegações, além de garantir que vai se defender no tribunal.

O que a Amazon teria feito de errado?

De acordo com a documentação do processo, a Amazon é acusada de "cobrar valores adicionais de forma secreta e sistemática" dos anunciantes na loja, manipulando elementos como precificação e o sistema de leilões, que permite a compra de espaços de destaque na plataforma.

  • O caso envolve especificamente os anúncios contratados por donos de produtos que colocam seus itens em destaque nas páginas de resultado de busca, em uma posição de destaque em comparação com os concorrentes posicionados de forma orgânica na plataforma;
  • Essas irregularidades teriam começado em 2019, quando alguns sistemas internos foram alterados. A companhia teria ao todo arrecadado US$ 20 bilhões em excesso dos anunciantes, um dinheiro que possivelmente foi "repassado aos consumidores estadunidenses" pelos lojistas;
  • Nesse período, ela fez alterações como adicionar uma sobretaxa não divulgada chamada "preço de reserva flexível", que teria aumentado o valor mínimo para anunciar. Um executivo teria confirmado até que cria participantes fictícios no leilão para gerar uma disputa e inflacionar os preços.

O que diz a companhia

Em um longo texto no blog oficial da empresa, a Amazon rejeitou as acusações e disse que a entidade "compreende errado como anunciantes operam".

"Mesmo aceitando a premissa errônea da FTC de que os anunciantes não ajustam seus lances, estimamos que eles economizaram mais de US$ 8 bilhões entre 2021 e 2025 pela Amazon priorizar a relevância do anúncio em vez de selecioná-lo apenas com base no valor do lance", explica.

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A empresa alega ainda que a denúncia não tem provas de aumento de preços causados pelo custo elevado de anúncios. Além disso, O custo por clique médio dos anúncios de busca manteve-se estável e taxas de conversão cresceram 24% de 2021 a 2025, o que não indicaria prejuízo aos anunciantes.

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