A empresa de inteligência artificial (IA) Anthropic, dona do chatbot Claude, está prestes a fechar um acordo com a Microsoft para uso de chips da gigante. De acordo com o site The Information, as conversas estão em estágios avançados de negociação.
Caso a parceria seja efetivada, a Microsoft teria um novo cliente de peso em um mercado atualmente dominado pela Nvidia — e que tem em marcas como Google e Amazon rivais mais avançadas do que a dona do Windows. Até o momento, as duas companhias envolvidas não se manifestaram sobre o assunto, mas a CNBC confirmou que há discussões em andamento.
Segundo a reportagem, a Anthropic vai alugar servidores inteiros que rodarão a partir dos chips Maia 200, aceleradores de IA anunciados em janeiro de 2026 pela companhia.
Por enquanto, eles ainda não são oferecidos aos clientes Azure, o que significa que ela iria priorizar os parceiros diretos no setor na disponibilização dos componentes mais avançados.
O vai-e-vem do mercado de IA
As conversas entre Anthropic e Microsoft não são recentes. Em novembro do ano passado, a Microsoft confirmou um investimento de US$ 5 bilhões (ou cerca de R$ 25 bilhões em conversão direta de moeda) na empresa de IA, que por sua vez teria seis vezes esse valor gasto em serviços do Azure.
A Anthropic está passando por momentos delicados na expansão dos seus serviços. Mesmo com o Claude cada vez mais popular em áreas como a programação e o primeiro lucro trimestral talvez conquistado em breve, a empresa encara problemas constantes para escalar o poder computacional e aguentar o uso intenso dos seus serviços — o que obriga ela a fechar novos acordos como esse mais rapidamente e com múltiplas companhias.
Ver essa foto no Instagram
Neste caso, a escolha da Microsoft faz com que ela reduza parcialmente a atual dependência de chips da Nvidia, atual empresa mais valiosa do mundo e referência no mercado, mas já com uma demanda bastante alta.
Por outro lado, a parceria entre as duas não é um comprometimento tão grande quanto o antigo contrato da dona do Windows com a OpenAI. Apesar de ter se comprometido a adotar a IA Claude Mythos em plano de cibersegurança e ter adicionado modelos de linguagem dela no Copilot, a Microsoft cancelou licenças do Claude Code usadas internamente por motivos financeiros.
A corrida por volume com IA está acelerando quedas de tráfego e perda de autoridade nos meios digitais. Saiba mais sobre esse debate nesta coluna do TecMundo!