CEO da Siemens responde e-mails com 'OK' e evita reuniões recorrentes

CEO da Siemens responde e-mails com 'OK' e evita reuniões recorrentes

O CEO da Siemens, Roland Busch, adotou uma rotina de trabalho baseada na redução de e-mails e reuniões para ganhar tempo no dia a dia. O executivo de 61 anos mantém a caixa de entrada com menos de 100 mensagens, responde frequentemente apenas com “OK” ou “Não” e não realiza reuniões individuais recorrentes com seus subordinados diretos. As informações foram publicadas pelo Business Insider na última sexta-feira, 14, em entrevista concedida pelo executivo.

“Consigo isso respondendo às mensagens rapidamente e usando poucas palavras”, afirmou Busch. Segundo o executivo, quando precisa elaborar uma resposta mais longa, prefere ditá-la enquanto caminha pelo escritório. “Eu simplifico e agilizo o processo. Minha equipe é treinada para se comunicar dessa forma”, disse.

Menos e-mails e reuniões na agenda

A mesma lógica é aplicada à agenda. Busch afirmou que não mantém reuniões individuais recorrentes com seus subordinados diretos. Em vez disso, deixa que os executivos o procurem quando necessário. “Pode ser cinco vezes por semana ou uma vez por mês. Não preciso entreter as pessoas, e elas não precisam me entreter”, afirmou.

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A trajetória do executivo também ajuda a explicar sua abordagem. Busch ingressou na Siemens em 1994, depois de obter doutorado em física, e passou por diferentes áreas da companhia até assumir o cargo de CEO em 2021.

Segundo o Business Insider, as ações da empresa mais que dobraram durante sua gestão, enquanto a Siemens se tornou a maior companhia da Alemanha em valor de mercado. Busch atribui parte de sua forma de tomar decisões à formação científica, que, segundo ele, o ensinou a separar variáveis e decompor problemas complexos.

A resistência a reuniões recorrentes não é exclusiva do executivo alemão. Segundo o Business Insider, Jensen Huang, CEO da Nvidia, também afirmou em 2024 que não realiza reuniões individuais com seus subordinados diretos. A justificativa apresentada por Huang é permitir que as informações circulem de maneira mais ampla e rápida dentro da empresa.

A discussão também chegou a outros executivos. Bob Jordan, CEO da Southwest Airlines, afirmou em um painel do DealBook Summit, do New York Times, que uma agenda cheia pode ser confundida com produtividade. Já Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, defendeu em sua carta aos acionistas de 2024 que as empresas deveriam “Acabem com as reuniões”, ao criticar encontros considerados improdutivos. O tema, assim, ganhou espaço entre executivos que buscam reservar mais tempo da jornada para decisões e atividades que não dependem de reuniões.