Cientistas criam solução para aumentar vida útil das baterias de lítio

Cientistas criam solução para aumentar vida útil das baterias de lítio

Pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova solução para prolongar a vida útil das baterias de íon-lítio, que alimentam celulares e notebooks, entre outros dispositivos, além de carros elétricos. Detalhes do método foram revelados recentemente pela revista NewScientist.

De acordo com o cientista de materiais Chunsheng Wang, a técnica inovadora não exige mudanças nos processos de fabricação nem na estrutura interna das células de energia. Outra vantagem é o uso de produtos químicos adotados em larga escala na indústria e de baixo custo.

Como funciona a nova abordagem?

Formada por um ânodo negativo e um cátodo positivo, a bateria dos celulares tem um eletrólito líquido por meio do qual os íons de lítio passam durante o carregamento e a descarga. Ao longo do tempo, esse componente se deteriora e deposita os subprodutos nos dois eletrodos.

  • Operando sob condições oxidantes, o cátodo não lida bem com esses materiais depositados e começa a envelhecer, o que leva à degradação do tanque de energia;
  • Para lidar com o problema, a equipe liderada por Wang ajustou as propriedades do eletrólito, dando maior controle às transferências de íons;
  • Dessa forma, a deterioração do eletrólito ocorre de maneira controlada, gerando uma camada protetora uniforme e estável de subprodutos no cátodo, desacelerando a sua degradação;
  • A inovação também possibilita variar a composição da camada protetora, com a opção mais fina resultando em maior densidade de potência e a mais espessa aumentando a estabilidade e a vida útil da bateria.
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A inovação pode beneficiar, também, as baterias usadas em carros elétricos. (Imagem: golfcphoto/Getty Images)

De acordo com os pesquisadores, a abordagem permite adaptar as células de energia para situações específicas. Para o uso em carros elétricos, por exemplo, seriam priorizadas as de maior desempenho, enquanto aquelas com durabilidade máxima iriam para sistemas de armazenamento de energia.

O novo método ainda está em fase experimental e não se sabe exatamente o quanto prolongará a vida útil das baterias. Mas os especialistas estão animados, acreditando que a solução possa ser integrada às baterias a médio e longo prazo, melhorando significativamente a longevidade desses componentes.

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