Uma coalização de estados dos Estados Unidos da América liderada pela Califórnia entrou na última segunda-feira (13) com um pedido de ordem de restrição temporária para paralisar a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance. Com isso, eles querem garantir que suas ações antitruste vão ter prazo suficiente para progredir e barrar a aquisição.
A ação legal pede que um juiz federal analise a ação e a considere como procedente até o dia 22 de julho deste ano. Os 12 estados envolvidos argumentam que a compra vai diminuir a competitividade do mercado, levando a menos oportunidades de trabalho e a um aumento generalizado de preços.
Compra da Warner pela Paramount pode causar “danos irreversíveis”

A coalização de estados se opõe à compra da Warner Bros. Discovery por acreditar que ela pode trazer “danos irreversíveis” para a indústria do entretenimento e para o público em geral. Ela também argumenta que o acordo de US$ 111 bilhões viola as leis antitruste dos Estados Unidos em três mercados.
- O processo afirma que a compra vai prejudicar a distribuição de conteúdo em larga escala, a distribuição de filmes blockbuster e a distribuição de TV a cabo;
- Ele também argumenta que o acordo prejudica consumidores, proprietários de cinemas e empresas que fornecem TV via cabo ou satélite;
- Para conseguir que a ordem de restrição seja aceita, os estados vão ter que convencer um juiz de que seus casos antitruste têm chances de vencer nos tribunais;
- Além disso, é preciso que o magistrado seja convencido de que, ao não agir, vai provocar danos irreparáveis ao mercado.
A coalização explica que decidiu seguir esse caminho porque acredita que, mesmo que o acordo entre a Warner Bros. e a Paramount seja desfeito no futuro, será impossível desfazer os efeitos e mudanças causados por ele. Antes de o pedido de ordem de restrição ser feito, o grupo pediu que as empresas pausassem o processo voluntariamente — mas ambas negaram o pedido.
Paramount afirma que processo é “essencialmente falho”
Em resposta ao processo iniciado pelos 12 estados, a Paramount afirmou que a ação legal é “essencialmente falha”. Segundo a empresa, ela se ampara em uma representação errônea dos fatores competitivos que afetam a indústria de entretenimento atual.

A corporação argumenta que sua união com a Warner Bros. vai permitir que ela crie uma “competidora forte contra as plataformas de streaming e tecnologia que machucaram o mercado para a exibição cinematográfica e acabaram com trabalhos na indústria do entretenimento”.
O argumento da Paramount Skydance é que não é ela que representa uma ameaça à indústria, mas sim nomes como Netflix, Prime Video e Apple TV. Ela acredita que sua compra na verdade vai melhorar o setor do entretenimento e, portanto, vai continuar lutando para finalizar o negócio — que já foi aprovado em 24 jurisdições dos Estados Unidos e pelo Departamento de Justiça do país.
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