Apesar de já ter sido aprovada por vários órgãos regulatórios internacionais, a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance vai ser paralisada por pelo menos duas semanas. Isso é resultado do fato de um juiz federal dos Estados Unidos ter atendido a um pedido de liminar iniciado por uma coligação de doze estados do país.
Liderada pela Califórnia, ela busca por mais tempo para que possam avançar processos antitruste que desejam acabar de vez com o negócio avaliado em US$ 111 bilhões. Os estados argumentam que a compra vai acabar com a competitividade de mercados, aumentar preços e prejudicar profissionais que atuam no mundo do entretenimento.
Compra da Warner vai ser avaliada pelos tribunais

Com a decisão, a coligação ganha mais tempo para que diferentes tribunais possam ter tempo de analisar os detalhes do processo. Seus membros acreditam que, mesmo que a aquisição seja desfeita no futuro, a mera possibilidade de a Paramount e a Warner se fundirem vai gerar “danos irreparáveis”.
- Antes da liminar cedida pelo juiz distrital Araceli Martínez-Olguín, os estados pediram que as empresas paralisassem voluntariamente o negócio;
- No entanto, diante da recusa de ambas, foi preciso que a coligação recorresse aos meios legais;
- Conforme aponta a Associated Press, isso abre o caminho para uma nova liminar que possa bloquear o acordo em caráter permanente;
- “Essa é uma primeira vitória crucial em nosso caso para garantir que essa megafusão nunca veja a luz do dia”, afirmou o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta;
- “A história nos mostra bem o que acontece quando poucas pessoas têm mais poder sobre mercados que são centrais às vidas dos Americanos: menos oportunidades para mais pessoas, produtos e serviços piores para todos”, continuou.
A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance tem o potencial de criar um gigante do entretenimento que vai ter grande participação no cinema, televisão e no mundo jornalístico. As empresas argumentam que o negócio não abala os mercados, que atualmente seriam dominados por plataformas de streaming como Netflix, Prime Video e Apple TV.
Warner e Paramount não vão desistir do negócio
Em um comunicado, a Paramount afirmou que a companhia está “grata pela ação rápida dos tribunais”. Segundo ela, a decisão mantém o status quo enquanto as cortes consideram se a aquisição viola leis antitruste. Um porta-voz da empresa afirma que ela está confiante de que esse não é o caso e que sua compra da Warner Bros. poderá prosseguir com tranquilidade.

“Essa fusão é legal, favorável à competição e vai beneficiar consumidores, criadores, trabalhadores e a indústria do entretenimento. Vamos continuar a defender vigorosamente a transação e estamos ansiosos para a audiências sobre o mérito da ação dos Procuradores-Gerais estaduais”, afirmou a corporação.
Apesar das palavras da Paramount, a decisão não é favorável a ela — liminares do tipo geralmente são as responsáveis por destruir processos de fusão. A empresa precisa que sua compra da Warner Bros. seja finalizada até o dia 30 de setembro deste ano para não ter que pagar multas milionárias aos investidos da gigante multimídia.
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