Death Stranding 2: On the Beach chegou aos computadores menos de um ano depois da sua estreia no PlayStation 5 e impressiona com gráficos realistas. A sequência do aclamado game de Hideo Kojima melhora basicamente tudo em relação ao seu antecessor e traz um leque de opções apurado aos PCs.
Na segunda parte da aventura de Sam Porter Bridges, somos jogados ao México para conectar diferentes cidades na rede quiral apresentada no primeiro jogo, acompanhados de uma baita experiência nos computadores. Death Stranding 2 impressiona e é bem otimizado, mas precisa de um PC parrudo para aguentar o Ray Tracing.
Imensidão fotorrealista
Se o primeiro Death Stranding já era um deleite visual, Death Stranding 2: On the Beach leva o metodismo de Hideo Kojima ao próximo nível. Logo nos primeiros segundos de gameplay, somos apresentados a uma imensidão árida e visualmente estonteante por conta do realismo gráfico contínuo do game.

Nesta sequência, os desenvolvedores utilizaram uma nova versão do motor gráfico Decima, que também serve de base para Horizon Forbidden West, da Guerrila Games. Assim como no estúdio da PlayStation, a Kojima Productions soube espremer muito bem essa engine e caprichou nos detalhes.
Como Death Stranding aposta nessa imersão de mundo apocalíptico e vazio, a beleza do game está nos cenários. Sejam gigantescas montanhas cobertas de neve ou grandes zonas desérticas, Sam deve atravessá-las para conectar um país. Cada um desses ambientes tem uma geometria rebuscada e visualmente muito atraente.
Embora eu não seja o maior fã do primeiro jogo, por razões exclusivamente de opinião, é fácil se deixar levar pela tônica leve dos cenários. As cordilheiras e montanhas são apaixonantes para quem gosta desse tipo de paisagem, e os gráficos fornecidos pela Decima deixam tudo ainda melhor.

Obviamente que o destaque de Death Stranding 2: On the Beach está nas texturas. Olhar para as rochas, vegetação e outros elementos, como a própria neve, mostra um nível de comprometimento arrojado. São texturas ultrarrealistas que parecem originadas de cenas em CGI complexas.
Durante a aventura do nosso protagonista, o jogador presencia eventos como tempestades de areia e a cheia de rios. Esses fenômenos também acompanham visuais bem projetados, com ênfase para os efeitos volumétricos das nuvens de areia.
A modelagem dos personagens nos momentos in-game também impressiona. O rosto de Sam e Fragile são quase que réplicas reais de Norman Reedus e Léa Seydoux, com expressões faciais muito bem definidas. É muito prazeroso assistir as cutscenes do game, afinal de contas lembra um grande filme, principalmente por esse nível de detalhe avançado.

Death Stranding 2: On the Beach é um game com um mundo aberto amplo, mas sem tantas interações. Claro, há bases inimigas, EPs e certos eventos orgânicos, mas está longe da profundidade de outros títulos open-world e isso certamente influencia na performance e a possibilidade de caprichar nos gráficos.
Qualidade gráfica de Death Stranding 2: On the Beach
Death Stranding 2: On the Beach já abre com um launcher que permite ao jogador configurar a qualidade gráfica mesmo antes de iniciar o jogo. Isso é sempre uma funcionalidade muito legal, pois ajuda o game a carregar corretamente todas as texturas e assets necessários para o bom funcionamento do título.

Ao abrir o menu, Death Stranding 2: On the Beach parcialmente resolve um grande problema do primeiro jogo, que era o leque de configurações disponíveis. Neste segundo game, é oferecido ao jogador os presets de qualidade: Muito Alta, Alta, Média, Baixa e Portátil - que vale uma menção nos próximos parágrafos.
É dito que a configuração Alta é bem similar ao que o PlayStation 5 já suporta nativamente, então o Muito Alta é uma atualização nos gráficos. Ao comparar ambos lado a lado em inúmeras áreas, é difícil observar mudanças significativas no cenário e geralmente limitadas aos aspectos de sombreamento do título.
Da qualidade Alta para a Qualidade Média, o que mais muda é novamente a intensidade das sombras no cenário. O preset mediano consegue entregar um nível de qualidade bem legal e o jogo permanece bonito, mas já começamos a ver algumas texturas e geometrias um pouco mais chapadas do que o normal, mas nada que jogadores casuais devam reclamar.
Agora, quando mudamos do Médio para o Baixo, as sombras perdem ainda mais efeito e as texturas ficam sem definição. É um jogo sem profundidade esperada, mas que ainda mantém algum nível de beleza, sem sombra de dúvidas. Mesmo com tudo no baixo, Death Stranding 2: On the Beach ainda é um título formoso.
Um caso curioso ocorre quando olhamos os detalhes do segundo game de Sam Bridges, em especial os corpos hídricos. Mesmo na qualidade Alta, rios e poças ficam consideravelmente mais feinhos que a contraparte Muito Alta, novamente por conta das sombras e a falta de profundidade gerada. Isso é até curioso, visto que as diferenças do Muito Alto e Alto geralmente são bem pequenas.
Mas a parte mais engraçada de Death Stranding 2: On the Beach é a adição do modo portátil, ou seja, voltada para consoles como o Steam Deck, ROG Ally e derivados. Essa configuração consegue ser muito feia mesmo na resolução 4K e deixa tudo sem efeitos e as texturas viram um amontoado de coisas sem muita definição.
Death Stranding 2 tem Ray Tracing?
Sim, Death Stranding 2: On the Beach possui tecnologia de Ray Tracing embutida e é preciso dar um forte puxão de orelha nos desenvolvedores. Essa tecnologia está escondida na opção de “Reflexos”, diferente de outros jogos, onde há um espaço exclusivamente reservado para ela.
Com exceção disso, a implementação de Ray Tracing no game é OK. Há algumas melhorias a respeito da iluminação, de fato, mas esse recurso aprimora mais a densidade das sombras e oclusão do ambiente. O resultado são ambientes um pouco mais escuros e alguns reflexos extras que torna o game mais belo, mas não parece algo obrigatório para mim.
Como Death Stranding 2 roda no PC?
O primeiro Death Stranding tinha uma boa otimização quando foi lançado e Death Stranding 2: On the Beach segue esse mantra. Mesmo com esse grande mundo para ser explorado, imagino que os jogadores não tenham dificuldades para se aventurar nas entregas, mesmo com PCs mais humildes.
Eu testei Death Stranding 2: On the Beach com uma GeForce RTX 5080 Founders Edition e um processador Ryzen 7 9850X3D, munido de 16 GB de RAM DDR5 e um SSD de 2 TB. O setup é mais do que o suficiente para encarar o game em qualquer situação.
Death Stranding 2 em 4K
Começando pelos testes em 4K com as configurações padrão, Death Stranding 2 deu um trabalhinho para a RTX 5080, já que o game bateu 60 FPS com algumas oscilações de desempenho. Não é um resultado ruim, mas mostra que o título da Kojima Productions tem um peso elevado na configuração máxima.
Como já era esperado, o preset Alto performa melhor e eu geralmente indico que os players joguem nessa configuração. No entanto, como o Muito Alto reserva alguns efeitos bem maneiros, principalmente de sombreamento e água, talvez seja legal manter esse preset e ativar recursos extras, como explicarei em breve.
Do Alto para o Médio não há tantos ganhos em performance, então jogar no Alto pode ser uma escolha interessante a depender da capacidade da sua máquina. O interessante é que mesmo extremamente feio, o modo Portátil tem pouquíssima melhoria contra o preset Baixo, então pode ser que ele não faça muito sentido.
Quem deseja jogar com Ray Tracing vai ter que abrir mão de uns 20 FPS por conta da tecnologia, mas basta ativar upscaling como o DLSS 4 ou FSR 3.1.5 para dar aquele upgrade nos frames. Ao ativar esses recursos em modo Qualidade ou Equilibrado, a game dá um salto para mais perto dos 60 FPS com RT ligado.
O melhor cenário para 4K é subir o upscaling para o modo de performance, mas ativar os geradores de quadros também funciona. Na opção 4x, o Multi Frame Generation da Nvidia alavanca a performance para perto dos 200 FPS - embora não seja necessário jogar esse game com tantos FPS na tela assim, dado o ritmo mais lento.
Death Stranding 2: On the Beach roda bem no PC?
Death Stranding 2: On the Beach é mais um game bem otimizado de 2026 e carrega gráficos exuberantes por meio de uma atualização refinada da engine Decima. Com texturas fotorrealistas e personagens muito bem definidos, esse port será quase perfeito para os fãs do primeiro game.

Os menus continuam confusos, mas todo o sistema de configuração gráfica e a progressão de desempenho satisfazem muito bem. A tecnologia de Ray Tracing poderia ser até melhor, mas sinceramente não impacta em um game tão contemplativo como esse, que se apoia no vazio magnífico dos cenários para contar sua história.
Nós também analisamos as qualidades técnicas e gráficas do fenômeno Crimson Desert nos últimos dias, que traz um mundo gigantesco e repleto de mecânicas. Siga o Voxel no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.