Detector de imagens de IA da Meta falha em teste com fotos recortadas

Detector de imagens de IA da Meta falha em teste com fotos recortadas

Uma nova ferramenta de detecção de imagens geradas por inteligência artificial da Meta não conseguiu identificar uma boa parte dos conteúdos criados pelo recém-lançado modelo Muse Image, da própria empresa, durante testes feitos pela Reuters. A falha aconteceu depois que essas fotos foram recortadas.

A análise envolveu um total de 40 imagens geradas artificialmente, conforme a reportagem publicada na sexta-feira (10). Inicialmente, o recurso detectou corretamente todas elas como feitas por IA, mas bastou um simples recorte nas fotos para que o sistema deixasse de reconhecê-las como montagem em 55% dos casos.

Como funciona a detecção de imagens geradas por IA?

Anunciada junto com o Muse Image, a ferramenta capaz de detectar imagens geradas pela IA da Meta baseia-se no “Selo de Conteúdo”, uma espécie de marca d’água invisível inserida nas fotos geradas pelo novo modelo. Conforme a empresa, essa sinalização consegue resistir a diferentes modificações no arquivo.

  • Em teoria, o selo pode ser mantido mesmo se a imagem for recortada, redimensionada, sofrer compressão ou outros tipos de edições;
  • Segundo a big tech, o selo continua intacto até mesmo quando o usuário faz um print da imagem original;
  • Porém, os testes realizados pela agência de notícias demonstraram que o detector de imagens não conseguiu encontrar esse selo em mais da metade das imagens analisadas;
  • Especialistas ouvidos pela reportagem afirmaram que os métodos baseados em marcas d’água são altamente eficazes se esse tipo de selo permanecer intacto, mas os erros aparecem quando ele sofre modificações.
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O detector de imagens feitas por IA da Meta está em versão prévia, segundo a empresa. (Imagem: Meta/Reprodução)

O relatório aponta que tal limitação pode ser problemática com os avanços da IA. A falha dificulta a identificação de deepfakes, propiciando a propagação de desinformação especialmente em determinados contextos, como nos anos eleitorais.

Procurada para comentar sobre o assunto, a Meta disse que o detector ainda está em versão prévia, ou seja, não tem toda a sua capacidade disponível. Ela também ressaltou que a marca d’água pode se perder caso a imagem passe por grandes edições, embora tenha sido criada para resistir a alterações simples.

Siga no TecMundo e confira outra polêmica na qual o modelo Muse Image foi envolvido, após a Meta permitir que ele gere imagens de qualquer perfil aberto do Instagram, exceto se o usuário desativar a função.