Elon Musk confirmou que a xAI usou modelos de inteligência artificial (IA) da OpenAI para treinar o Grok, se beneficiando da expertise da rival no desenvolvimento do então novo bot. A revelação aconteceu durante depoimento em um tribunal da Califórnia (Estados Unidos) nesta quinta-feira (30).
Sem fornecer maiores detalhes, o bilionário deu a entender que sua empresa de IA utilizou técnicas de destilação em sistemas da desenvolvedora do ChatGPT. Em tais métodos, um modelo maior e já estabelecido age como "professor", transferindo conhecimento para outro menor e em formação.
Prática comum no setor de IA
Questionado se sabia o que é destilação de modelos, Musk respondeu corretamente. Na sequência, foi perguntado se a xAI adotou a técnica no treinamento da sua própria IA a partir da tecnologia da OpenAI.
- O bilionário tentou se esquivar da resposta, como relata o The Verge, mas acabou respondendo que todas as empresas de IA fazem isso;
- Indagado se aquilo significava sim, que a sua empresa destilou modelos da OpenAI, o dono do X disse que "em parte";
- Logo após, falou mais uma vez que "é prática comum usar outras IAs para validar a sua própria IA";
- Não existe um consenso sobre a legitimidade da técnica, mas a destilação pode violar os termos de uso estabelecidos pelas desenvolvedoras, como ressalta o TechCrunch.

Apesar da falta de clareza em relação à legalidade, o uso do método tem crescido nos últimos anos, levando os principais nomes do mercado a se posicionarem contra a prática. Startups como OpenAI e Anthropic estão entre elas.
De acordo com companhias, empresas chinesas utilizam a técnica para compreender o funcionamento de modelos avançados e otimizar os seus próprios sistemas, acusação que também foi feita pela Casa Branca. O Google é outra empresa que criticou os supostos ataques de destilação estrangeiros.
Vale lembrar que a presença de Musk no tribunal californiano tem relação com o processo movido por ele contra a dona do ChatGPT. Na ação, o empresário acusa Sam Altman e Greg Brockman, CEO e presidente, respectivamente, de violarem a missão original da startup.