A empresa de inteligência artificial (IA) DeepSeek está em fases iniciais de desenvolvimento de um chip para uso próprio. A informação é da Reuters, que teria ouvido três fontes ligadas à indústria, mas não foi confirmada pela própria marca.
O processador em questão deve ser voltado não para as etapas de treinamento de modelos de linguagem, mas para o processo de inferência. Esse é o conjunto de atividades de computação voltado para a criação de respostas para usuários, de textos até códigos completos.
Por enquanto, a DeepSeek só teria contatado possíveis parceiros externos e companhias especializadas no design e fabricação de chips, além de fornecedoras de memórias. O planejamento teria começado ainda em 2025, mas não há qualquer previsão de anúncio ou lançamento do componente.
A companhia também teria ampliado a contratação de engenheiros especializados no design de chips nos últimos meses, mas está fazendo a operação de forma quase sigilosa e sem ofertar as vagas publicamente.
O mercado cada vez mais interno de chips para IA
Caso os planos da DeepSeek se concretizem, ela se tornará mais uma empresa do setor de IA disposta a lançar, usar e comercializar os próprios semicondutores no setor — uma operação que teve na OpenAI, dona do ChatGPT, o mais recente exemplo com o Jalapeño.
O motivo dessa movimentação de mercado é basicamente o mesmo em todos os casos: aumentar o controle do próprio ecossistema de produtos e reduzir a dependência de fabricantes externas já com altas demandas, em especial a Nvidia e, no caso chinês, a Huawei.
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Sanções comerciais dos Estados Unidos já naturalmente reduzem a atuação da Nvidia na China, enquanto a Huawei deve seguir como parceira no fornecimento de chips de treinamento de LLMs. Outras empresas do país, como Alibaba e Baidu, também seguiram o mesmo caminho de criar processadores próprios.
Nas últimas semanas, a DeepSeek captou US$ 7,4 bilhões em uma rodada de investimentos e também cortou o preço de tokens para usuários, indo no caminho contrário da indústria.
Quais os riscos de entregar os processos criativos para a IA? Confira um ponto de vista sobre o assunto nesta coluna!