O Google liberou o uso do seu detector de IA para todos os usuários nesta quarta-feira (7). Conhecida como SynthID Detector, a ferramenta é desenvolvida para buscar marcas d’água deixadas por inteligência artificial em imagens, vídeos ou áudios.
Anunciada no X, a expansão do SynthID Detector agora permite que qualquer usuário confira se uma mídia contém uma marca d’água gerada por modelos compatíveis. A solução busca sinais digitais invisíveis ou inaudíveis nos arquivos para identificar sua origem.
O SynthID Detector foi anunciado em maio de 2025, inicialmente exclusivo para testadores. Na época, a empresa permitiu que jornalistas, profissionais de mídia e pesquisadores se cadastrassem em uma fila de espera para acessar a ferramenta.
Tal como o nome sugere, o detector de IA do Google busca sinais do SynthID, tecnologia de marca d’água invisível contida em fotos, vídeos e áudios gerados pelos modelos da empresa. As imagens geradas pelo ChatGPT também são identificadas com a tecnologia, portanto também são detectáveis pela nova ferramenta.
Como usar a detecção de IA do Google?
O verificador é gratuito, mas requer que o usuário faça login para utilizá-lo. Por enquanto disponível somente em inglês, o detector de IA é bastante simples de usar:
- Acesse o site oficial do SynthID Detector;
- Clique no campo “Upload a file for detection” (“Faça o upload de um arquivo para a verificação”, em tradução livre);
- Selecione a mídia desejada no Explorador de Arquivos;
- Aguarde a conclusão da verificação para conferir o resultado.
O TecMundo testou a ferramenta com algumas imagens geradas pelo Gemini, e o SynthID Detector identificou a origem sintética. A ferramenta também reportou corretamente imagens geradas pelo ChatGPT.
Quais são as limitações do SynthID Detector?
O SynthID Detector não é um detector geral de IA, portanto não é uma solução universal. Outras provedoras de modelos generativos podem implementar tecnologias de identificação diferentes, que não são reconhecidas pela solução do Google.
Além disso, o SynthID Detector do Google ainda não suporta a verificação de marcas d’água em textos. Portanto, não é possível usar a nova ferramenta para verificar textos gerados pelo Gemini – menos ainda do Claude e do ChatGPT, que adotam soluções distintas.
Marcas d’água também não são perfeitas. Se um arquivo foi fortemente modificado ou fotografado por outro dispositivo, é possível que a marca d’água deixe de ser detectada.
Além das mídias geradas por modelos do Google, o SynthID Detector também pode flagrar gerações de ferramentas da OpenAI, Nvidia e Kakao.
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