Mesmo com seus trinta e um anos de idade, a PlayStation nunca tinha lançado um arcade stick oficial, mesmo com franquias de luta consolidadas no portfólio e nascendo no país onde a maioria dos jogos do gênero nasceram. Porém, 2026 virou um ano de mudanças, e com ele, vem o Playstation FlexStrike.
A convite da Playstation, o Voxel viajou até San Mateo, Califórnia, onde fica a sede da PlayStation para testá-lo em primeira mão, além de conversar com um dos engenheiros responsáveis pelo controle.
O que é o FlexStrike
Playstation FlexStrike é o primeiro controle no estilo arcade stick oficial da Sony, desenvolvido especificamente para PlayStation 5 e PC. Durante a conversa com um dos engenheiros responsáveis pelo produto, nos foi explicado que o FlexStrike não foi pensado apenas para o jogador veterano de torneio que já tem um fight stick caro em casa, mas sim ser acessível para quem nunca usou um arcade stick na vida.

A primeira coisa que notei ao pegar o FlexStrike é o quanto ele é leve e fino. Fight sticks tradicionais são pesados por natureza, já que a estrutura robusta é parte da experiência arcade clássica. O FlexStrike vai no caminho oposto, e o resultado é um periférico que você consegue segurar no colo sem cansaço e sem uso de almofada, com um espaço entre os botões e o antebraço que funciona naturalmente como apoio. Testei dessa forma e também sobre uma mesa, e em ambos os cenários a borracha da base segurou bem sem escorregar, exceto em momentos de movimentos mais bruscos.
O jogo usado no teste foi Marvel Tokon: Fight Souls, lançamento que, não por acidente, compartilha a data de estreia com o FlexStrike: 6 de agosto.
E o gate swapping?
Um dos recursos mais interessantes do FlexStrike para quem vem de outros fight sticks é o sistema de gate swapping, ou seja: a troca dos restritores da alavanca. O produto vem com três opções: circular, quadrado e octogonal, com a quadrada como padrão. Pra você entender, cada um muda a forma como a alavanca se move e onde ela “trava” nos limites do movimento, o que tem impacto direto na precisão de certos comandos dependendo do jogo.

O restritor circular, por exemplo, é recomendado para jogos como Tekken, onde movimentos em arco são mais frequentes. O quadrado é o padrão de muitos fightsticks clássicos, enquanto o octogonal ajuda para evitar (ou não) pulos, como em The King of Fighters. A troca é simples: basta um pequeno esforço com os dedso para remover o restritor atual, sendo que e os três gates ficam guardados num compartimento na parte inferior do próprio controle. Não pudemos tirar foto ou gravar, mas saiba que fica ali.
O balltop da alavanca também é intercambiável, usando uma rosca padrão M4, o que significa que você pode substituí-lo por qualquer balltop compatível do mercado. Os botões também podem ser trocados, porém esse processo exige ferramentas e paciência, já que ele não foi projetado para isso.
Por que os botões são planos?
Uma das perguntas que fiz diretamente aos engenheiros foi sobre os botões: ao contrário de muitos fight sticks premium do mercado, que usam botões côncavos para guiar o dedo ao centro e evitar comandos mal registrados nas bordas, o FlexStrike usa botões planos e redondos.

Segundo os desenvolvedores, eles acreditam que o tamanho e o formato dos botões já fornecem feedback posicional suficiente para o jogador. Os botões foram projetados para registrar o comando com precisão independentemente de onde são pressionados – no centro ou na borda. Botões côncavos “punem” quem pressiona fora do centro, enquanto os botões planos “perdoam mais”, o que reduz a frustração de iniciantes que ainda estão desenvolvendo a memória muscular.
Pode ser uma escolha controversa para jogadores mais experientes que geralmente têm preferências bem definidas sobre o tipo de botão, mas que faz sentido dentro da proposta geral do produto. O Flexstrike também tem um tímido touchpad integrado, na parte de cima do controle.
Conectividade e acessórios
O FlexStrike usa a tecnologia PlayStation Link para conexão sem fio com latência de 4ms – o mesmo sistema presente no Pulse Elite, no Pulse Explore e no PlayStation Portal. Isso significa que o adaptador USB também é o mesmo, que terá um update futuro para que também possam ser usados com o Flexstrike. O controle tem um compartimento embutido para guardar o adaptador wireless, para quando você não quiser carregar a mochila.

Falando em mochila: o FlexStrike vem acompanhado de uma mochila desenvolvida especificamente para o produto, com compartimento para o manche, bolsos para o cabo USB, o adaptador wireless, crachá de torneio e até espaço para um carregador portátil. O engenheiro nos explicou que o design foi pensado para que, quando for visto num torneio grande – como uma EVO, as pessoas batam o olho e saibam que ali, existe um Flexstrike e queiram comprar também.
Preço e lançamento
O FlexStrike chega no dia 6 de agosto, na mesma data de Marvel Tokon: Fight Souls. A pré-venda abre em 12 de junho. O preço nos EUA é de US$ 199,99, e no Brasil o valor é de R$ 1.449,90.
Não é barato, mas para um fight stick com conectividade sem fio de baixa latência, tecnologia PlayStation Link, sistema de gate swapping, mochila incluída e licenciamento oficial Sony, o preço se posiciona de forma competitiva em relação a outros produtos premium do segmento.
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O Voxel viajou para San Mateo, Califórnia a convite da Playstation Brasil.