LG lança técnica que aumenta brilho e durabilidade de telas OLED

LG lança técnica que aumenta brilho e durabilidade de telas OLED

A LG anunciou um novo método para a fabricação de painéis OLED que pode mudar significativamente como a indústria produz essas telas. Chamada de FMM-Less innovative Pixel Patterning (FLiPP), a tecnologia usa um padrão de fotolitografia para melhorar o brilho em 1,6 vez, aumentar a vida útil em até 2,4 vezes e reduzir o consumo energético em até 13%.

Esse FLiPP é uma técnica relativamente similar ao que é empregado na produção de semicondutores. A LG aplica os pixels na superfície e utiliza luz ultravioleta (UV) de alta precisão para remover as áreas desnecessárias. Dessa forma, a tela consegue uma melhoria na taxa de abertura de 55%. Em outras palavras, a proporção do display em relação aos pixels aumenta.

No aspecto puramente industrial, isso significa mais agilidade e possibilidade para a LG, que pode processar o vidro principal da tela OLED de maneira inteiriça, sem cortes. Esse vidro é chamado de “vidro-mãe” e trata-se de uma peça grande, com 2,2 por 2,5 metros. O objetivo é sempre tentar recortar pedaços menores, como telas de notebooks, sem a necessidade de dividir o vidro ao meio.

No processo atual, as chapas metálicas utilizadas pelos fabricantes causavam problemas no vidro e isso impactava na qualidade dos pixels. A solução era dividir o vidro em dois e aplicar os pixels posteriormente, perdendo material. Com o FLiPP é possível “desenhar” esses pixels no vidro-mãe inteiro, sem desperdiçá-lo.

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Anúncio do FLiPP foi realizado no IMID 2026, importante feira relacionada com telas sediada na Coreia do Sul. (Imagem: LG/Divulgação).

Por que mudar o método de produção do OLED?

O motivo por trás da criação do FLiPP tem relação com a atual técnica usada para produzir displays OLED. Conhecida como máscara de metal fino (FMM), essa tecnologia funciona por meio de uma chapa de metal extremamente fina, feita de ligas especiais, e perfurada com milhões de buraquinhos invisíveis a olho nu.

Na fábrica, essa chapa metálica é colocada sobre o vidro e “injeta” vapor orgânico através dos pequenos buracos. Cada buraco desses está exatamente localizado para formar os arranjos de sub-pixels da tela. O processo é feito várias vezes até que os pixels vermelho, verde e azuis estejam corretamente alinhados.

No entanto, essa abordagem tem dois problemas primordiais. O primeiro deles é que é um método muito sensível, pois qualquer desalinhamento milimétrico na injeção do vapor orgânico pode comprometer a produção. Como o novo FLiPP pode desenhar sobre o vidro, a chance de erro é minimizada.

O outro problema é sobre pressão e gravidade. O vidro-mãe fica preso em um molde e depois a chapa metálica é inserida por cima. Por mais que seja fina, a chapa pode ceder na parte central e borrar a pintura dos pixels, resultando no descarte do vidro. Com a nova tecnologia, a LG diz que há uma melhora de 64% no aproveitamento do material.

A LG já solicitou o patenteamento do FLiPP na Coreia do Sul e em mercados internacionais, e o planejamento inclui implementar a tecnologia primeiro em equipamentos menores, como tablets e monitores. Produtos maiores e complexos só devem ser produzidos assim no futuro.

Por falar na companhia, a LG inaugurou uma fábrica de geladeiras no Brasil com foco em projetar produtos mais baratos para o consumidor. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.