O CEO da OpenAI, Sam Altman, criticou a estratégia da Anthropic para a divulgação do Claude Mythos. O executivo afirmou que a startup rival usa o medo como ferramenta de marketing para elevar o valor do modelo.
O Claude Mythos é um dos modelos mais recentes da Anthropic, anunciado no início de março e disponibilizado de forma restrita para empresas participantes do Projeto Glasswing — sob a justificativa de ser perigoso demais para o público geral.
Durante o podcast Core Memory, Altman argumentou que o "marketing baseado em medo" da Anthropic seria uma boa desculpa para manter a IA nas mãos de poucos.
@core.memory.videos Sam Altman, the CEO of OpenAI, didn’t mince words on how other AI labs talk about safety. Watch the full episode at corememory dot com. #openai #ai #samaltman #tech #artificialintelligence ♬ original sound - Legendary
"Há pessoas no mundo que, há muito tempo, desejam manter a IA nas mãos de um grupo menor de pessoas", disse o executivo. "É claramente uma estratégia de marketing incrível dizer: 'Construímos uma bomba e estamos prestes a jogá-la na sua cabeça. Vamos vender um abrigo antibombas para você por US$ 100 milhões'", continuou.
Segundo a Anthropic, o Mythos foi treinado para ser altamente capaz em programação — mas um efeito colateral dessa capacidade é sua eficiência em encontrar vulnerabilidades em softwares de grande importância, como sistemas operacionais e navegadores.
Sam Altman já usou essa estratégia
Em 2019, a própria OpenAI afirmou que o GPT-2 era perigoso demais para ser liberado ao público, alegando que o modelo seria capaz de gerar textos extremamente convincentes com facilidade. Em vez de lançá-lo integralmente, a empresa disponibilizou uma variante menos poderosa — decisão que rendeu críticas da comunidade, que acusou a OpenAI de trair os princípios de abertura que justificavam seu nome. Atualmente, a família de modelos mais recente da empresa é a GPT-5, significativamente mais poderosa.
Altman também é conhecido por declarações alarmistas sobre o impacto da inteligência artificial: o executivo já afirmou que a IA pode assumir até 40% das tarefas da economia global e que a tecnologia representa um risco existencial para a humanidade.
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