Meta começa a demitir 8 mil funcionários para focar em IA

Meta começa a demitir 8 mil funcionários para focar em IA

A Meta começou o processo para demitir algo em torno de 8 mil funcionários nesta terça-feira (20), segundo a Bloomberg. O movimento da companhia de Mark Zuckerberg é descrito como uma reestruturação para reduzir custos operacionais e apostar ainda mais em inteligência artificial (IA).

Essa restruturação afetará primeiro os funcionários da Big Tech na Ásia e as primeiras notificações já foram enviadas aos trabalhadores nesta manhã. Nas próximas horas, a expectativa é de que funcionários de outras partes do globo, como os residentes nos Estados Unidos, recebam a confirmação do desligamento.

As demissões serão realizadas em uma escala global e a empresa notificou que durante o processo os funcionários deveriam trabalhar de casa. Fontes próximas à Bloomberg explicam que uma nova rodada de demissões ainda pode ocorrer nos próximos meses e aumentar de forma considerável o número de pessoas afetadas.

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Funcionários demitidos pela Meta receberão todos os direitos trabalhistas (Imagem: Justin Sullivan / Getty Images)

Uma nota interna da diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, explica que a decisão visa “gerir a empresa de forma mais eficiente e compensar os investimentos”. Esse aspecto financeiro está relacionado com o alto gasto da empresa em avançar nas tecnologias de inteligência artificial.

“Chegamos a um estágio em que muitas organizações podem operar com uma estrutura mais enxuta, com equipes menores organizadas, em grupos que conseguem se mover mais rápido e com maior autonomia”, explica Gale no memorando.

7 mil funcionários alocados para trabalhar em IA

O clima de insatisfação e descontentamento começou na segunda-feira (18), quando a Meta informou que mais de 7 mil funcionários seriam alocados para trabalhar com IA. Relatos internos indicam que essa mudança não era opcional e os trabalhadores foram praticamente forçados a trabalharem com esses novos produtos.

No fim de abril, a empresa também causou polêmica ao anunciar que rastrearia mouse e teclado dos trabalhadores para treinar IAs. Um software seria instalado nos PCs para capturar cliques, movimentos do mouse e pressionamentos de teclas, além de prints de tela.

Com essa nova rodada de demissões, a expectativa é que aproximadamente 10% do corpo de funcionários da Meta seja dispensado. A companhia possui quase 80 mil empregados e com o tempo esse número deve reduzir consideravelmente - principalmente com mais demissões programadas para este ano.

Em março, algumas centenas de funcionários das divisões do Facebook e Reality Labs foram desligadas de seus cargos. Neste caso em específico, a empresa permitia que os empregados afetados ocupassem novos cargos na companhia - mas isso poderia exigir mudança de localidade.

Um dos objetivos da empresa é investir pesado em inteligência artificial geral, que consegue pensar de maneira similar aos humanos. A gigante investiu cerca de US$ 15 bilhões no ano passado para comprar uma startup com essa especialidade.

Por falar na Meta, os óculos Ray-Ban inteligentes da empresa receberam as funções de escrita por gestos, gravação e legendas em tempo real mais ampla. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.