O modo de voz do Claude enfim passou a ser compatível com os modelos das classes Opus e Sonnet. A alternativa para conversas em áudio foi lançada em maio de 2025, mas era restrita à inteligência artificial Haiku, a mais barata e rápida da Anthropic.
As conversas por voz são um dos recursos mais divulgados nos principais modelos de IA – o Google e a OpenAI sempre exaltam as próprias funções relacionadas ao recurso. No Claude, a alternativa não era tão conhecida e a limitação da escolha de modelo à classe Haiku degradava a experiência.

Como sempre, o modo de voz permite conversar com o chatbot sem usar as mãos ou ler conteúdo da tela – o usuário fala e a IA responde em voz alta. A principal novidade da atualização é a possibilidade de adotar outro modelo para alimentar a conversa e gerar as respostas, incluindo o Sonnet e o Opus.
Por padrão, o modo de voz será alimentado pela IA que você usou mais recentemente na conversa. Contudo, é possível alterar o modelo a qualquer momento durante o papo. Naturalmente, também é possível alterar o nível de esforço para a elaboração de respostas.
Todas as funções de chat do Claude ficam disponíveis no modo de voz, portanto ele pode acionar conectores, conferir detalhes guardados na memória, buscar informações na web ou gerar artefatos e arquivos. Na publicação, a Anthropic não menciona a possibilidade de controlar o Claude Cowork ou o Claude Code com voz, porém.
Modo de voz está mais inteligente, mas continua lento
A Anthropic destacou que o modo de voz do Claude está disponível em mais idiomas, permitindo também alternar entre eles numa mesma conversa. As línguas suportadas incluem inglês, francês, alemão, hindi, português brasileiro, espanhol, italiano e japonês.
Em contato com o Engadget, um porta-voz da Anthropic mencionou que o modo de voz continua com a arquitetura baseada em turnos – a IA só começa a processar a resposta depois que o usuário termina de falar. Essa abordagem torna as conversas mais compassadas e consequentemente menos naturais, embora agora os modelos embarcados sejam mais inteligentes, precisos (e mais famintos por tokens) do que antes.
O autor desta reportagem é usuário do Claude e já experimentou o modo de voz do chatbot, mas reconhece que a ferramenta não oferece o mesmo nível de qualidade e naturalidade que alternativas como o Gemini ou ChatGPT. A voz do Claude continua robotizada, além de ser lenta demais para oferecer uma experiência de diálogo natural.
Segundo a Anthropic, o modo de voz está disponível em fase Beta para todos os usuários do Claude chat no mobile, desktop e web, mas “funciona melhor no celular”. Para o plano gratuito, o único modelo disponível continua sendo o Haiku e só é possível conectar uma única ferramenta. O modo de voz consome os limites de uso da conta como qualquer outra função do Claude.
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